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Campo Grande, Quinta-feira, 21 de Setembro de 2017

23/08/2017 12:00

Reportagens que renderam tanto para o bem, quanto para o mal em 6 anos do Lado B

Ângela Kempfer
Nesta quarta, Canal completou 6 anos no ar.Nesta quarta, Canal completou 6 anos no ar.

Depois de 6 anos trabalhando bastante para mostrar um pouco da cidade que muita gente desconhece, o Lado B faz aniversário com muitos amigos e alguns inimigos. Como unanimidade não há quem consiga, desagradar é parte sagrada do jornalismo.

O 23 de agosto, além de dia de comemorar, é a chance de lembrar o quando a gente já causou nesta cidade e reforçar o pedido de contribuições. O Lado B vive de boas histórias, de ideias que transformam, de experiências que inspiram, de debates sobre comportamentos que incomodam. Por isso, toda a sugestão de pauta é preciosa. Basta enviar via Facebook.

Para inspirar, fizemos uma listinha das reportagens que geraram comoção, mas também muita “treta”, desde a época em que as redes sociais gatinhavam por aqui e o que fervia era a relação quilométrica de comentários no pé das matérias.

Algumas são ícones na cidade, que muitas pessoas nem sequer sabem que surgiram graças ao novo jeito de fazer jornalismo criado pelo Campo Grande News em 2011.

Reportagens que renderam tanto para o bem, quanto para o mal em 6 anos do Lado B

Terra da farmácia e do colchão - O Lado B tinha 1 aninho quando criou uma de suas primeiras pérolas: “Campo Grande só tem loja de colchão e farmácia”. A frase ganhou fama e volta sempre à cabeça da galera desanimada com a vida noturna dessa Capital com jeito de interior.

Mas a definição pessimista não é nossa. Saiu da boca do empresário Joel Dibo que, desacorçoado com o fechamento da sua boate, a Neo, desabafou ao Lado B. “Aqui as pessoas gostam de dormir e de comprar remédio. É só parar para ver. Aqui é a terra das farmácias e das lojas de colchão”.

Cerca de 5 minutos depois da reportagem ser veiculada, o empresário cobrou a retirada do texto do ar, alegando que não havia dito nada daquilo. Só desistiu da solicitação ao saber que a entrevista havia sido gravada e, por isso, não teria sucesso caso resolvesse processar o jornal.

Reportagens que renderam tanto para o bem, quanto para o mal em 6 anos do Lado B

Turca da Calógeras – A personagem já era famosa na Calógeras, mas ganhou notoriedade real com reportagem publicada pelo Lado B em 2011.

A matéria sobre o comércio popular de roupas, tocado por duas irmãs sem qualquer trava na língua, também rendeu “tretas” com o Canal.

Indignada com o relato fiel ao que a repórter havia presenciado no lugar, a proprietária processou o jornal. Perdeu na Justiça, mas ainda hoje gera muita polêmica pela forma como continua trabalhando. Releia.

Reportagens que renderam tanto para o bem, quanto para o mal em 6 anos do Lado B

Campeã – Mas nada gerou tanta inimizade quanto a reportagem “Com tanto gay na cidade, o que sobrou para as mulheres em Campo Grande?”.

Uma legião de gays saiu no ataque e também em defesa de uma das matérias mais emblemáticas da nossa história. Todos os anos, no aniversário da dita cuja, a reportagem volta à lista de mais lidas do Campo Grande News, com o mesmo debate que naquela época fez a notícia bombar.

Hoje, 4 anos depois, não há arrependimento ou vírgula a ser mudada na reportagem que, intencionalmente, colocou o assunto sem qualquer formalidade ou fonte técnica no ar, justamente, por avaliar que as escolhas sexuais não são problema para ninguém. Releia.

Reportagens que renderam tanto para o bem, quanto para o mal em 6 anos do Lado B

Fitagem – Este ano, o Lado B passou a investir também nas reportagens em vídeo, todas elas produzidas pelo jornalista Samuel Isidoro.

Com o humor que já ganhou fãs pela cidade, ele não tem medo de passar vergonha nem preguiça para varar a madrugada em programas que jornalista não costuma cobrir por aqui.

Um dia, resolveu elaborar o manual do fitinha campo-grandense e hoje, por onde passa, tem gente querendo conversar sobre a tal “fitagem”. Reveja.

Reportagens que renderam tanto para o bem, quanto para o mal em 6 anos do Lado B

Muquifo – Mas o que a gente tenta mesmo, desde o dia 23 de agosto de 2011, é fazer o bem. E já colaboramos para a transformação de muitas vidas.

O mais celebre desses casos é do cabeleireiro esquecido em um muquifo da Dom Aquino. Para o Lado B publicar boas histórias, a produção começa com sessões de bate perna pelas ruas da cidade. Em uma dessas caminhadas, encontramos Orlando Esser, cercado por móveis velhos e com o desânimo evidente no rosto.

No mesmo dia de publicação da história dele, o salãozinho lotou, No outro dia, o movimento continuou forte e Orlando finalmente mudou para um endereço melhor. Releia

Reportagens que renderam tanto para o bem, quanto para o mal em 6 anos do Lado B

Jaito – O nome não é comum, nem a trajetória do rapaz de 26 anos que foi levado muito cedo da família. Vítima do câncer, a formatura no curso de Engenharia Ambiental da UFMS, em 2012, produziu uma das reportagens mais emocionantes já escritas pela nossa equipe.

Foi de chorar a cenas dos amigos de Jaito Mazutti Michel raspando a cabeça e surgindo carecas no Teatro Glauce Rocha, em solidariedade ao colega.

Além de recordista em leituras, com mais de 200 mil visualizações em 1 dia, a história ganhou o Brasil, como tantas outras contadas pelo Lado B. Jaito morreu em 2015, mas antes mostrou como o amor é capaz de fortalecer. Releia

Reportagens que renderam tanto para o bem, quanto para o mal em 6 anos do Lado B

Vou de táxi – Anos depois, o recorde de leituras de Jaito foi superado por um maluco que saiu de Campo Grande de táxi e foi parar em Londrina.

A bebedeira de Lucas Alexandre Corrêa Cruz rendeu ao Lado B meio milhão de leituras em 24 horas e ele capitalizou a fama criando canal no Youtube.

O bacana do cara é que ele nunca reclamou de nenhuma linha escrita ou de qualquer comentário maldoso feito pelos leitores nas redes sociais. Sempre conseguiu rir de si mesmo. 

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