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Campo Grande, Sábado, 22 de Setembro de 2018

25/05/2017 07:23

Se pudesse, Edineia voltava no tempo para matar a saudade no último Natal da mãe

Paula Maciulevicius
Para mim, o meu dia da saudade se resume numa pessoa: minha mãe. Dona Ovanda morreu em 2012, um ano antes desta foto do último Natal. (Foto: Arquivo Pessoal)"Para mim, o meu dia da saudade se resume numa pessoa: minha mãe". Dona Ovanda morreu em 2012, um ano antes desta foto do último Natal. (Foto: Arquivo Pessoal)

Traduzir saudade é voltar no tempo em que dona Ovanda atendia às ligações da filha. Onze anos depois que Edineia Rocha deixou o Brasil para viver na Europa, a mãe partiu sem que ela lhe desejasse o último feliz Natal. O #tbt desta semana vem de uma campo-grandense que hoje vive na França e guarda entre caixas uma saudade sem fim. 

"Para mim, o meu dia da saudade se resume numa pessoa: minha mãe". Sempre aventureira, Edineia conta que aceitou o convite de ir morar em Portugal em 2001, feito por um colega de trabalho. A mãe, dona Ovanda, não só apoiou como incentivou a filha a fazer as malas. 

"Passei dois anos em Portugal, depois casei e fui morar na França. Tive duas filhas e sempre planejei viajar com elas, mas nunca dava certo. Até que se passaram 11 anos..." narra a assistente de maternal.

Mãe e filha compartilhavam histórias e risadas por telefone. Dona Ovanda recusou os convites de ir visitar a filha por ter medo de viajar sozinha. E os planos da família de lá vir para o Brasil sempre eram adiados. "Até que dia 14 de dezembro de 2012 ela partiu sem que eu pudesse falar com ela antes... Aí arrumei as malas e fui vê-la pela última vez". 

A fotografia que resume a saudade vem do Natal de 2011, quase um ano antes de dona Ovanda partir sem se despedir. "Minha mãe foi uma mulher forte, que apesar do seu tempo, não se importava com a opinião do outros. Foi mãe e pai ao mesmo tempo", descreve a filha. 

De personalidade forte, a foto estampa o recado que Edineia nunca mais esqueceu. "Se pudesse, eu não deixaria para ligar uma hora depois, meia hora depois. Porque em meio minuto, o depois pode nem existir mais". 

A fotografia é guardada no coração e fisicamente, numa caixa junto das cartinhas que daqui dona Ovanda colocava tanto carinho para mandar à filha. 

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