Vacinada, Delinha promete: "abraço só depois da segunda dose"
Dama do Rasqueado ganhou sua merecida dose da coronavac na tarde de hoje (10); "tão rápido que nem deu tempo pra música", brincou
Artista mais sul-mato-grossense de todas, considerada a dama no gênero do rasqueado, mãe e avó de coração para tanta gente, a cantora Delinha acaba de tomar a 1ª dose da coronavac na tarde de hoje (10). Aos 84 anos, Delanira Pereira Gonçalves já estava agendada para ganhar o imunizante no sistema de vacinação drive-thru instalado no Parque Ayrton Senna, no bairro Aero Rancho.
Na companhia do filho João Paulo, ela não escondeu a felicidade de sair de casa e dar um "rolê de carro" especial para a ocasião. Porém, Delinha se encontrava calma e confiante no futuro sem covid – não só para ela, como para todos. Antes de tomar a vacina, fez questão de conversar com o Lado B e não deixou de dar o alerta:
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Abraço, minha gente, só depois da segunda dose".
"Fico com dó de negar, porque chega até criançada querendo tirar foto comigo mas não pode. Vai gente lá no portão de casa e eu nem saio. Nunca fui disso, sempre fiz questão de atender esse povo de Deus que gosta tanto de mim. Só que eu ainda tenho a 2ª dose para tomar, quer dizer que eu não fico livre desse vírus 'marvado' ainda. Então, nada de abraço, e a máscara continua no rosto", ressaltou.
Veja a hora em que a Dama do Rasqueado foi vacinada:
Durante a vacinação, Delinha contou um detalhe de sua vida até nunca revelado: aos 19 anos pegou a gripe asiática que assolou nos meados da década de 1950. "Então de pandemia eu já entendo", brincou.
Mas passou. Porque tudo nessa vida passa. A esperança da gente é a única que não deve, jamais, passar batido".
"A gente espera pela vacina mas não tem ideia que seria assim tão rápido, no 'vapt vupt'. Você viu o tanto de gente que tá vindo? Pessoal vem aos montes tomar a vacina, adesão tem sido boa, dá pra ver. Tanta propaganda… só faltou uma musiquinha", opinou.

Em 2020, Delinha mal fez show ao vivo (apenas live), não saiu de casa e só conseguiu sobreviver na velha casinha por meio da venda de pen drives com canções eternizadas na rádio e sucesso pelo Brasil inteiro.
"Nem fazer minhas comprinhas no mercado eu pude fazer. Fiquei trancada em casa. Antes da pandemia, show a gente tinha pelo menos dois por semana, ou seja, todo mês eu cantava. Agora, menina, faz praticamente 1 ano que eu tô nesse brejo. A gente aqui não é rico nem nada, e continuamos sobrevivendo graças a mão de Deus. Quando a gente tem um bom alicerce, a vida flui mais fácil", garante.

Delinha prometeu que em um breve futuro ainda vai voltar a cantar presencialmente. "Só temos que esperar todo mundo estar seguro", afirmou. Agora que ela provou a dose da "marvada" nesta tarde – que segundo ela "vai dar um jeito nesse vírus" – até beber o seu uisquezinho vai acontecer com mais frequência.
"É que não tem muita graça beber em casa sozinha. Fico boba. Quero voltar a fazer o que eu mais gostava, cantar, beber e ouvir música boa com os amigos, com a família, com o povo. Sozinho não adianta nada. Deus há de me ajudar, para que eu ainda tenha voz e solte logo o gogó. Enquanto isso, vamos seguindo em frente", finalizou.
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