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Campo Grande, Terça-feira, 25 de Setembro de 2018

08/05/2018 07:38

Vestido de noiva virou herança de família em casamentos da mãe e das 2 filhas

Vestido já foi usado três vezes e a família espera o próximo casamento para passar adiante a "herança"

Thailla Torres
Vestido feito há 32 anos virou ligação nos casamentos da família. (Foto: Arquivo Pessoal)Vestido feito há 32 anos virou ligação nos casamentos da família. (Foto: Arquivo Pessoal)

Na trajetória do vestido de noiva costurado há 32 anos estão histórias de 3 mulheres. Mãe e filhas dividiram o mesmo modelo branco, que ganhou ajustes e até novos bordados, mas subiu ao altar como peça única para as mulheres da família.

Tudo começou com Kátia Kintschner, de 56 anos, quando resolveu dizer sim na igreja. À época poucos vestidos eram vendidos em lojas com a delicadeza de bordados como feitos pelas mãos de uma costureira conhecida. Por isso, o vestido foi encomendado por uma amiga da família, feito do jeitinho que Kátia sonhava.

A renda de bolinhas, a manga bufante e os saiotes, um em cima do outro, davam volume e beleza à peça especial. “Na época aquele vestido era moda, aquelas mangas enormes. Era um vestido maravilhoso”.

Kátia nunca quis ver a peça longe dela, guardou com carinho, sem imaginar que um dia veria o vestido no corpo de uma das pessoas mais importante da vida, a filha mais velha. “Renata se preparava para casar quando eu ofereci o meu vestido de casamento para ela experimentar. Falei brincando porque jamais imaginaria que ela gostasse daquilo estilo do passado”.

Fernanda mudou o modelo na parte de cima. (Foto: Lusival Junior)Fernanda mudou o modelo na parte de cima. (Foto: Lusival Junior)

Para Renata Kintschner, de 32 anos, o vestido ganhou uma escala maior no sentimento. “Foi muito especial, apesar dos ajustes, ele é o mesmo”.

A diferença ficou nas mangas e no bordado que ela sonhava diferente, mas o vestido em si, haveria de ser o mesmo. “Ela decidiu casar com ele e como aqui é muito calor em janeiro, tiramos as mangas e compramos uma renda da moda”, conta Kátia.

Renata deixou o vestido sem mangas bufantes. (Foto: Arquivo Pessoal)Renata deixou o vestido sem mangas bufantes. (Foto: Arquivo Pessoal)

Depois da festa de Renata, chegou à vez da irmã Fernanda Kintschner, de 29 anos, que não imaginava usar o mesmo vestido da irmã na cerimônia, mas foi surpreendida. “Eu provei inúmeros modelos, mas nenhum me deixava com aquele brilho no olhar que toda noiva diz que fica

Ao achar o modelo perfeito, a emoção é como ver a peça ganhar vida no corpo, mas nada proporcionava isso a Fernanda. Foi quando ela decidiu olhar para o vestido da mãe novamente. “O bordado atual não tinha nada a ver comigo, foi quando eu decidi ir com o vestido da mãe em um estilista para fazer uma nova reforma e naquele momento, nós três, choramos muito”.

Fernanda sentiu que precisava dar continuidade a história da família com a roupa de noiva. “Foi uma emoção enorme e muito bonita. Valeu cada investimento”.

Ajustar o vestido da mãe ainda teve vantagem financeira. “Você paga, mas nada se compara ao valor que é confeccionar um vestido do zero”, diz a mãe.

Já Fernanda investiu um pouco mais na reforma, para deixar o vestido com modelo diferente na parte de cima, com ombros de fora. “Saiu mais caro que se eu tivesse alugado, mas valeu pelo sentimento”.

Para a mãe, ver as duas filhas com o vestido que foi feito para o amor, é dar continuidade a uma história da família e ter a sorte de ser feliz no amor. “Com certeza, esse vestido faz a diferença. Espero que agora ele case as minhas netas”.

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