ACOMPANHE-NOS    
JUNHO, DOMINGO  26    CAMPO GRANDE 26º

Consumo

Além do Carnaval, purpurina vira preocupação até em evento fechado

Depois de preocupação com meio ambiente, material tem gerado incômodo por se acumular em móveis e estruturas

Por Aletheya Alves | 04/05/2022 07:11
Grupo Trinka utiliza purpurina em suas apresentações, mas reutiliza o material. (Foto: Divulgação)
Grupo Trinka utiliza purpurina em suas apresentações, mas reutiliza o material. (Foto: Divulgação)

Há alguns anos, o uso de purpurina durante o Carnaval entrou em discussão devido ao material se enquadrar como microplástico e ser poluente. Agora, em Campo Grande, o produto virou preocupação também em eventos por se acumular em móveis e estruturas.

Empresária, Mara Regina Marçal Vieira Ceolin, de 58 anos, conta que começou a pensar sobre os inconvenientes da purpurina nesse sentido há cerca de três anos, mas realmente passou a se atentar mais com o retorno dos eventos no “pós-pandemia”.

Proprietária do espaço de festas Casa Park, ela explica que começou a receber reclamações de suas equipes de manutenção e limpeza.

Agora, com o retorno das festas, as reclamações aumentaram por parte da equipe de limpeza, da manutenção do ar-condicionado e dos eletrônicos. Também notei que minhas cadeiras que possuem assento de palha e junco estão com a purpurina", diz.

Ela detalha que devido ao seu espaço preservar a natureza, as preocupações com o meio ambiente se uniram aos incômodos causados com acúmulo na estrutura e materiais do local. “Tive uma reclamação de DJ, que explicou que está afetando o equipamento eletrônico e a empresa que cuida do meu ar-condicionado também já falou sobre isso.”

Espaço Casa Park está reavaliando uso do material por se preocupar com preservação da natureza. (Foto: Divulgação)
Espaço Casa Park está reavaliando uso do material por se preocupar com preservação da natureza. (Foto: Divulgação)

De acordo com Mara, os eventos que costumam usar o material são, principalmente, festas de casamento. E buscando soluções, a empresária entrou em contato com uma engenheira ambiental e passou a pesquisar mais sobre a utilização da purpurina.

“Com o tempo, começamos a colocar lonas no chão para solucionar algumas reclamações. Através de pesquisas e conversas, soube que pode ser substituído pelo pó de mica, gelatina vegetal de ágar ágar e purpurina ecológica de sal”, detalha.

Cerimonialista, Daiane Barreto, de 35 anos, narra que a purpurina continua tendo uma aceitação grande no mercado de noivas, mas que é necessário pensar sobre substitutos. Ela conta que o material não costuma ser solicitado pelos noivos, mas vem como parte das festas em conjunto com as atrações musicais.

Na Capital, um dos grupos que usa a purpurina em suas apresentações é o projeto Trinka. Músico e integrante do grupo, Chicão Castro explica que devido às preocupações com o meio ambiente em conjunto ao alto valor do produto, alguns ajustes foram adotados para prevenir incômodos e problemas.

Nós usamos a purpurina nos eventos, mas usamos uma lona para recolher tudo o que usamos. É importante que a gente recicle, então, o material dura muito porque vamos reciclando", explica.

No fim, por ainda estar em discussão, as soluções mais comuns são as apresentadas pelos entrevistados, como proteger os espaços e optar por substitutos.

Acompanhe o Lado B no Instagram @ladobcgoficial, Facebook e Twitter. Tem pauta para sugerir? Mande nas redes sociais ou no Direto das Ruas através do WhatsApp (67) 99669-9563 (chame aqui).

Nos siga no Google Notícias