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Consumo

Atrás do dinheiro, Luana persegue Guns vendendo copo e bandeira

Ambulantes chegaram cedo também para garantir uma renda extra na entrada do evento

Por Thailla Torres e Gabi Cenciarelli | 09/04/2026 09:27
Atrás do dinheiro, Luana persegue Guns vendendo copo e bandeira
Luana mostrando as bandeiras personalizadas à venda para os fãs na porta do Autódromo. (Foto: Osmar Veiga)

Antes mesmo da abertura dos portões, prevista para as 16h, quem já estava trabalhando no entorno do Autódromo eram os ambulantes. Muitos chegaram ainda de madrugada, apostando no movimento do show do Guns N’ Roses para garantir uma renda extra, e alguns vieram de longe para isso.

Aos 26 anos, Luana Santos saiu de São Paulo acompanhando a turnê da banda e faz disso profissão. No ponto improvisado, ela vende bandanas, bandeiras e copos personalizados.

“Graças a Deus tá saindo, isso que o povo nem chegou ainda. Eu vim de São Paulo, vou acompanhando a turnê, trabalho com isso, é minha profissão. Acabei de chegar, parece que vai ser bom, parece que o povo vai gastar”, contou.

Entre os produtos, as bandanas e bandeiras custam R$ 50, enquanto os copos com alça saem por R$ 30. Mesmo com o céu carregado, a expectativa é positiva. “O povo tá desanimado por causa da chuva, mas a expectativa é correr atrás do dinheiro, levar dinheiro pra São Paulo.”

Atrás do dinheiro, Luana persegue Guns vendendo copo e bandeira
Naldo decidiu salvar o pessoal com capas de chuva a R$ 10 (Foto: Osmar Veiga)

Natural de Cuiabá, Naldo Silva também apostou no público e no clima. Ele trouxe capas de chuva para vender ao público que enfrenta a previsão de garoa. “Eu vim salvar o pessoal, daqui a pouco vem uma garoa, madruguei”, disse. As capas estão sendo vendidas a R$ 10. “Vamos salvar todo mundo.”

Já Tia Leia, de 60 anos, veio de Porto Alegre (RS) junto com outros ambulantes, seguindo a rota dos shows. “Viemos para vender, para trabalhar, ganhar dinheiro. Estamos seguindo a turnê, tudo na cara e coragem”, afirmou.

Para quem mora em Campo Grande, o evento também virou oportunidade. A autônoma Camila Pereto, de 39 anos, decidiu montar uma banca após perceber o potencial de movimento na região.

“Começou mais ontem. A gente viu que, por ser longe de Campo Grande e nós morarmos bem perto, talvez tivesse pouca gente. Viemos tentar a sorte para ver se conseguimos fazer um extra, e graças a Deus começou bem.”

Ela conta que decidiu chegar cedo para garantir espaço. “Por enquanto não, porque o brasileiro sempre deixa para a última hora. Mas desta vez eu decidi não ser a última e cheguei primeiro, com certeza.”

Na mesa, há de tudo um pouco: água, café, salgados, copos, garrafas e até itens típicos da região. “Tem até garrafa de tereré para vender”, disse.

A ideia é aproveitar também o público de fora. “Sim, para quem é de fora conhecer o tereré.”

Até o início da manhã, segundo ela, os visitantes mais distantes que encontrou vieram de Ponta Porã.