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Consumo

Desconfiados, clientes fazem pesquisa para não cair na “Black Fraude”

Em contrapartida, lojistas dizem que a data é como "um segundo Natal"

Por Geniffer Valeriano e Ana Beatriz Rodrigues | 23/11/2023 18:06
Movimento era grande na Rua 14 de Julho (Foto: Juliano Almeida)
Movimento era grande na Rua 14 de Julho (Foto: Juliano Almeida)

Às vésperas da Black Friday, dia em que muitas lojas vendem produtos com descontos, consumidores vão às ruas para pesquisar preços. Desacreditados, muitos dizem não esperar mais a data para realizar as compras para fugirem da “Black Fraude”.

A aposentada Lourdes Ferreira, de 78 anos, foi encontrada pela reportagem pesquisando os preços dos televisores. “Eu nem estava sabendo dessas promoções, não estou muito ligada nisso. Vi alguma coisa de liquidação na TV, mas nem me atentei às datas. Eu vou voltar amanhã para ver se compensa levar, mas vou pesquisar antes”, disse.

Outro que não está mais “preso” à data é Aroldo Patinho, de 60 anos. O comerciante mora em Corguinho, cidade a 88 km da Capital, mas veio para Campo Grande comprar alguns presentes. O comerciante ainda diz que não pretende comprar nada na Black Friday.

“No começo, tinha bastante promoções, hoje não se vê tantas como antes. Eu mesmo aproveitei as primeiras liquidações da Black Friday logo que ela chegou no Brasil. Este ano eu não estou muito atento a isso não, não tenho nada em mente. Nos outros anos cheguei a comprar geladeiras. Acho que não preciso de nada, mas se achar algo barato talvez eu leve”, contou.

Em contrapartida, o gerente de loja de eletrodomésticos José Ronildo, de 52 anos, conta que a empresa chegou a adiantar as promoções para esta quinta-feira. “Graças a Deus já houve bastante movimento, mas creio que amanhã vai ser maior. A Black Friday para nós é como se fosse um segundo Natal, aumenta muito as vendas”, diz.

Com a expectativa alta, José relata que para atender a demanda a loja precisou contratar mais vendedores temporários, funcionários de carga e descarga, além de seguranças para conseguirem manter a ordem no estabelecimento.

“A nossa venda aumenta de 30% a 40% nessa época. Tudo o que dava para descer do estoque nós descemos. Os descontos vão ser de 5% até 25%. A maior parte dos descontos vão estar nos móveis, os eletrodomésticos ainda estamos esperando a ordem de cima”, explicou.

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