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Consumo

Hildy usa fenômenos do Pantanal para nomear seus cosméticos

Saboaria Flor de Camalote tenta resgatar saberes populares e explorar produtos típicos do Pantanal para seus sabonetes

Por Lucas Mamédio | 19/08/2020 07:02
Flor de Camalote nasceu do contato de Hildy com Pantanal (Foto: Reprodução/Instagram)
Flor de Camalote nasceu do contato de Hildy com Pantanal (Foto: Reprodução/Instagram)

Quantas vezes sua avó já não receitou um produto para ajudar a recuperar de algum problema de saúde, seja ele simples ou complexo? O conhecimento popular dos produtos naturais sempre foi a solução de pessoas que moram perto da natureza.

Com intenção de resgatar esse sentimento, essa característica, a jovem estudante Hildy Teixeira, de 22 anos, criou a saboaria Flor de Camalote, que usa produtos naturais, principalmente do Pantanal, como matéria prima para seus sabonetes.

Hildy produz tudo sozinha do início ao fim (Foto: Arquivo Pessoal)
Hildy produz tudo sozinha do início ao fim (Foto: Arquivo Pessoal)

Nascida e criada em Corumbá, Hildy usa fenômenos comuns da região pantaneira para nomear suas linhas de sabonete. Tem a linha Barranco, que como ela mesmoaexplica em seu catálogo, cada barranco depende das argilas que o compõe e da regularidade das ondas do rio que o quebra.

Tem a linha Época de Cheia, que aproveita as propriedades das plantas em abundância, por meio de seus óleos essenciais, como as águas do rio em fartura na época de cheia no Pantanal. Hildy ainda criou a linha Vazante, Escalda-pés Correnteza, Pó Dental Vento Sul. A média de preço fica entre R$10 e R$15.

Segundo Hildy, o nome “Flor de Camalote” é inspirado na raiz da flor roxa da planta aquática Aguapé, popularmente chamada de camalote, presente nas águas do Rio Paraguai, que banham a cidade pantaneira.

Linhas de sabonetes usam nomes de fenômenos do Pantanal (Foto: Reprodução/Instagram)
Linhas de sabonetes usam nomes de fenômenos do Pantanal (Foto: Reprodução/Instagram)

“Sou nascida e criada em Corumbá em torno da natureza, próxima do rio, próxima do Pantanal, que eu não tinha dimensão até me mudar de lugar. Me mudei para Dourados com 17 anos pra cursar Ciências sociais na UFGD, mas minha família toda está em Corumbá. Até por essa relação com mato em sempre preferi produtos naturais. Minha avó sempre fazia um xarope caseiro, e pesquisando, descobri que esse mundo ia além dos remédios e se estendia aos cosméticos também”, exemplifica.

A ideia de fazer disso uma marca e tentar ganhar dinheiro veio com a incerteza após a jovem empreendedora terminar a faculdade. “Depois que terminei a faculdade, com medo de não conseguir o mestrado, tive que pensar em uma alternativa para ganhar dinheiro. Como já tinha conhecimento de ervas, achei que podia usar isso.

Daí fiz os primeiros sabonetes, levei pra faculdade e vendi todos. Então todo dia levava uns seis e sempre vendia. Eu estou nessa faz uns dois anos”.

Hildy trabalha está há dois anos com a Flor de Camalote (Foto: Arquivo Pessoal)
Hildy trabalha está há dois anos com a Flor de Camalote (Foto: Arquivo Pessoal)

 A fabricação é toda manual e feita toda por ela. “Processo de fabricação é completamente manual e lento. São várias etapas que vão da procura pela matéria prima, passa pelo extrato, até a finalização. Eu também priorizo a utilização de produtos orgânicos, em detrimento desses produtos industrializados”.

Para conhecer mais da saboaria Flor de Camalote é possível acessar Instagram da marca.

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