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Consumo

Nem banheiro de rodoviária é pior do que o de hipermercados da cidade

Por Ângela Kempfer | 12/08/2013 06:33
Banheiro para deficiente físico não tem nem porta no Extra.
Banheiro para deficiente físico não tem nem porta no Extra.

Compras em supermercado já é tarefa de poucos amigos, mas a hora realmente “triste” é quando o cliente precisa correr para o banheiro e se depara com estruturas de dar nojo. “Fico impressionada porque é um comércio né? Precisava ter mais cuidado com a clientela”, diz a vendedora de semi-jóias Sandra Bernardi, de mãos dadas com a filha que até então estava “apertada”.

Há alguns extremos, onde é difícil encontrar sabonete e quando o sanitário tem porta, o que falta é a tranca. O Extra, da rua Maracaju, é o pior neste quesito. Dos 3 sanitários femininos, um não tem porta e outro não tem tranca.

O aspecto é de abandono. Além do cheiro ruim, as paredes estão descascadas e o “porta-sabonete” parece mais um caninho improvisado sem nem uma gota. “Isso porque você não viu o masculino. Tem um adesivinho de decoração aqui na entrada, a gente até pensa que o banheiro vai ser bonitinho, mas é detonado”, comenta o servidor público Cláudio Fernandes.

O Lado B passou pelos sanitários no mesmo período, no meio da tarde de uma quinta-feira, depois voltou, no sábado. Não há diferença. Independente do dia da semana, a situação é ruim.

No Carrefour do Shopping Campo Grande, o odor é no mínimo “lamentável”. No lugar das trancas originais nas portas, há um buraco e um chumaço de papel para evitar que a pessoa que está lá dentro, sentada, seja vista.

E isso não é de hoje, lembra a vendedora Suyenne Pereira. “Venho aqui há mais de 3 anos, sempre foi assim. Ninguém reforma, ninguém melhora. Acho estranho porque a imagem do supermercado fica comprometida”, comenta. Todas as portas tem frases deixadas por desocupados, algumas já quase sem tinta, depois de tanto tempo ali.

No banheiro feminino, na quinta-feira não havia sabonete liquido em nenhuma das seis pias e um recipiente fixado na parede também estava vazio. No sábado, nada mudou. “O papel higiênico também é uma lixa. Poxa, bem que eles podiam melhorar, afinal devem comprar isso bem mais barato”, reclama Suyenne.

No Carrefour, as trancas originais já desapareceram há tempos, as portas estão descascadas e os porta papel higiênico quebrados.
No Carrefour, as trancas originais já desapareceram há tempos, as portas estão descascadas e os porta papel higiênico quebrados.

No concorrente Walmart, da avenida Mato Grosso, nos dois dias de visita do Lado B, o cheiro não era dos melhores. Mas apesar da falta da capa que encobre a descarga, dos porta papel higiênico e toalha estarem estragados, pelo menos não havia lixeiras abarrotadas, como nos dois locais anteriores, o que mostra que, pelo menos, limpeza constante há.

O Comper tem um banheiro diferente de todos os outros por ser melhor iluminado e arejado. O odor, durante as duas passagens pelo local, era de limpeza. As portas de alumínio também impedem que os vândalos deixem as clássicas escritas de porta de banheiro, o que melhora o aspecto.

Outro problema nos hipermercados são os fraldários, mais um item que deixa muita mãe na mão em Campo Grande na hora das compras.

No Comper, há espaço para a troca de fraldas, mas apenas com uma torneira e o trocador. Na passagem pelo local, não havia, por exemplo, a básica toalha de papel.

No Carrefour, o fraldário é bem mais amplo, inclusive, com sanitário mais baixo, para as crianças. Mas apesar da decoração de bichinhos, não há qualquer conforto extra e o mobiliário tem aspecto de velho e sujo.

Já no Walmart, o espaço para as mães e bebês fornece até as fraldas, em tamanho P, M ou G e um microondas, para quem precisa esquentar a mamadeira.

Como lanterninha no ranking dos melhores banheiros da cidade, o Extra nem sequer tem um fraldário.

No Comper, portas de alumínio impedem frases típicas de banheiros.
No Comper, portas de alumínio impedem frases típicas de banheiros.
Fraldário do Wallmart tem microondas e fraldas separadas por tamanho.
Fraldário do Wallmart tem microondas e fraldas separadas por tamanho.

Bonitinhos – Apesar da má fama, em Campo Grande os banheiros da Feira Central e da nova rodoviária são bons exemplos de cuidado. Você pode até se deparar com o contrário, mas a experiência do Lado B foi tranquila. Até os sanitários da praça Ary Coelho estavam melhor cuidados no último fim de semana.

No sábado, em pleno Festival do Sobá, o maior banheiro da feira cheirava limpeza. O cuidado começa pela decoração simples, mas que mostra o apreço pelos frequentadores, com revestimento de madeira laminada, portas dos sanitários adesivadas e até quadro na parede.

Na porta, uma das responsáveis pela manutenção ensina. “Como é muita gente, não dá para ficar muito tempo sem passar por aqui. A gente vem, limpa, depois da uma voltinha e de novo e limpa outra vez”, contra a funcionária que divide a tarefa com outra colega.

Quem precisa usar os sanitários na rodoviária, na saída para São Paulo, também encontra tudo e dia, do sabonete, à limpeza. O banheiro tem até alguns "luxos" se comparado aos outros, com saco plástico na lixeira que tem, pasmem, tampa.

Banheiro da rodoviária, super limpinho.
Banheiro da rodoviária, super limpinho.
Na Feira Central, mais um exemplo de cuidado.
Na Feira Central, mais um exemplo de cuidado.
Até na praça Ary Coelho banheiro público é melhor.
Até na praça Ary Coelho banheiro público é melhor.
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