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Diversão

TJ volta a dizer não a pedido da Acrissul para shows na Expogrande

Por Marta Ferreira e Nadyenka Castro | 08/03/2012 15:30
Francisco Maia disse esta semana que sem autorização para shows, feira não deve ocorrer. (Foto: Marcelo Victor)
Francisco Maia disse esta semana que sem autorização para shows, feira não deve ocorrer. (Foto: Marcelo Victor)

Foi um novo não a resposta do Tribunal de Justiça ao recurso movido pela Acrissul (Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul) para tentar derrubar a decisão que manteve a proibição de shows no Parque de Exposições Laucídio Coelho. A decisão foi dada nesta tarde pela 5ª Câmara Civil, por uninamidade.

A decisão era a última esperança da Acrissul para tentar realizar a festa, segundo havia havia afirmado o presidente da entidade, Francisco Maia.

De acordo com ele, se não houvesse uma resposta positiva, até hoje, a feira seria cancelada.

A Acrissul também tentava obter da prefeitura de Campo Grande a aprovação do projeto sonoro para realização de shows, mas não foi divulgada ainda uma resposta para isso.

Francisco Maia afirmou, esta semana, que a decisão de estabelecer o dia de hoje como data-limite para decidir sobre a realização ou não da feira atende a solicitação da Associação das Raças. Depois desta data, afirmou, não há tempo hábil para realizar os julgamentos e leilões de animais.

Além disso, a contratação de shows também foi afetada, porque não há como confirmar o dia dos shows com os artistas. A 74ª Expogrande estava prevista para acontecer de 12 a 22 de abril.

O advogado da Acrissul, Jonathan Barbosa, disse que ainda não tinha conhecimento do teor da decisão e que irá se pronunciar após avaliar o despacho do TJ. “Vamos nos manifestar na hora certa. O Judiciário é muito sábio, mas o povo é mais sábio ainda”, declarou.

História-Desde sua primeira edição, a feira só não foi realizada em 1943, durante a Segunda Guerra Mundial. O MPE exige itens como barramento acústico, ligações de esgoto, banheiros modernos, e tratamento de dejetos em separado (da exposição de animais).

A Prefeitura já concedeu licença ambiental para a parte agropecuária da feira, que movimentou R$ 155 milhões na última edição, mas Acrissul diz que sem shows a Expogrande não se sustenta.

O problema é que, com a Lei do Silêncio, aprovada no ano passado, foi proibida a realização de shows no Parque de Exposições Laucídio Coelho. Em 2011, o acordo com o MPE definiu critérios para a realização dos shows, como o horário de término às 23h. Para este ano, deveriam ter sido feitas adaptações, mas isso não ocorreu.

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