Casa histórica vira ponto de acolhimento LGBT no Carnaval
Espaço Público Federal já possui destino como casa permanente, mas projeto ainda não saiu do papel

Casa histórica da Esplanada Ferroviária será usada temporariamente durante o Carnaval de rua como centro de acolhimento ao público LGBTQIA+. A ação foi batizada de “A Casa é Nossa” e quer oferecer um espaço seguro durante a festa. Localizada na Rua Temístocles, nos dias de folia, a Rua vai virar “Travessa Bandeira”. O imóvel já está destinado a ser a 1ª casa de proteção a essas pessoas no Estado, mas por hora o projeto segue “congelado”.
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Durante o Carnaval de rua, uma casa histórica na Esplanada Ferroviária de Campo Grande será transformada em centro de acolhimento temporário para o público LGBTQIA+. O projeto "A Casa é Nossa" oferecerá diversos serviços, incluindo atendimento psicológico, assistência jurídica e apoio a vítimas de violência. A iniciativa conta com a participação de várias instituições, como Cruz Vermelha, Tribunal de Justiça e Ministério Público Estadual. O espaço, localizado na Rua Temístocles, número 64, poderá se tornar um centro permanente de acolhimento no futuro, sendo o primeiro do tipo em Mato Grosso do Sul.
A proposta geral é oferecer atendimento psicológico, assistência jurídica, serviços de saúde mental, alimentação e alojamento temporário para quem está em situação de vulnerabilidade familiar, social ou é vítima de diferentes formas de violência e exploração.
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Porém, neste Carnaval, a ideia é que a casa sirva como ponto de apoio da Cruz Vermelha; do Tribunal de Justiça, com o projeto Todos por Elas; do Ministério Público Estadual, com a campanha Não é Não; da Defensoria Pública; da Secretaria do Patrimônio da União; do Iphan, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional; da Subsecretaria de Direitos LGBT; do CTA, Centro de Testagem e Aconselhamento; e do Conselho Tutelar.
Heubert Morinigo, representante da Cruz Vermelha, explicou que o espaço está sendo organizado com vários movimentos liberados pela ABC (Aglomerado de Blocos de Carnaval de Rua de Campo Grande). O Lado B esteve por lá nesta tarde e acompanhou parte da pintura da fachada e limpeza no terreno para a instalação de 3 grandes tendas para o atendimento.
Quem libera a ação é Thallyson Perez, dono do Ponto Bar. Ele conta que a iniciativa significa muito porque, em 20 anos, nunca existiu um espaço destinado ao acolhimento e direcionamento de todas essas pautas. Segundo ele, a ideia é pressionar o poder público para que libere a implementação permanente da casa no endereço.
"No Carnaval a gente quer unificar todos os atendimentos, dando encaminhamento pra essas pessoas que sofreram algum tipo de abuso, assédio, importunação. É muito importante. As instituições abraçaram com muito êxito, todo mundo criou uma expectativa nessa campanha. O espaço não está 100% ocupável, então é praticamente uma mobilização mesmo que a gente quer fazer para mostrar o poder público que é importante a gente ter uma casa de acolhimento na cidade".
Após a folia, os indicadores de atendimentos serão divulgados também como forma de mostrar a importância do espaço. Caso saia do papel, o local será a primeira casa de acolhimento desse tipo para o público em Mato Grosso do Sul.
Segundo o grupo de trabalho responsável pela mobilização, a iniciativa não altera a finalidade do imóvel nem cria nova destinação. Entre os atendimentos previstos durante o período carnavalesco estão: acolhimento LGBTQIA+ com escuta qualificada e orientação em casos de LGBTfobia e transfobia; aplicação do protocolo “Não é Não”, voltado ao atendimento de mulheres vítimas de assédio.
Além disso, mediação e orientação em situações de racismo; Primeiros socorros e apoio físico e emocional. As ações de saúde e redução de danos terão apoio do Centro Estadual de Cidadania LGBTQIA+ e da ONG Águia Morena.

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