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Diversão

Com mais de 100 artistas, festival mostra universo das tatuagens através da arte

São 65 estandes instaladas no Clube Estoril e cada tatuador dá o seu melhor para fazer aquela tatto e participar do concurso

Por Alana Portela | 14/03/2020 07:48
Confira a Galeria de Imagens:
O artista tatuando nas costas da modelo durante o evento. (Foto: Paulo Francis)
O artista tatuando nas costas da modelo durante o evento. (Foto: Paulo Francis)

Mais um Campo Grande Tattoo Fest começou. Nesta quarta edição, 180 artistas de vários estados vieram para participar do evento e apresentar o universo das tatuagens. Com 65 estandes espalhados no Clube Estoril, os profissionais passam horas para entregar o trabalho bem feito.

“Nossa proposta é fazer o pessoal conhecer o ambiente, atrair famílias. O evento começou [sexta-feira] de manhã e vai até às 23h para o público. O festival acontece anualmente, toda segunda semana de março e já entrou para o calendário nacional”, diz André Mariani, um dos organizadores do Tattoo Fest.

André é tatuador há 10 anos em Campo Grande e em parceria com o irmão, Eduardo Mariani e com o amigo, Evandro Jacobina, mais conhecido por Jacó, prepararam o festival nos mínimos detalhes. O evento começou ontem e continua até domingo, sempre das 10h às 23h.

É uma oportunidade para o público conhecer os profissionais que trabalham na área e ainda fazer aquela tattoo de respeito, por um valor acessível. Os artistas estão a todo vapor, e animados tatuam a pele dos participantes por horas. Eles vão participar do concurso de tatuagem que ocorre nesses três dias e vai eleger os melhores profissionais em 20 categorias.

Ontem foi avaliado os trabalhos que disputaram a categoria desenho colorido, desenho preto e branco, pintura em tela, fechamento, blackwork e aquarela. Hoje será caligrafia, old school, new school, tema brasileiro, free hand e preto e cinza. No domingo será avaliado procedimento piercing, tribal madri, comics, oriental, neo trad, pontilhismo, realismo, colorido e estilo livre.

“A entrega dos prêmios será no domingo. Quem ficar em primeiro lugar nas categorias leva material de tatuagem mais troféu, enquanto o segundo fica com o troféu. Depois será eleito o melhor dos melhores, esse ganha outro troféu e uma quantia em dinheiro”, explica André.

O pessoal se diverte com o evento que conta com bar, food trucks e até espaço kids para a garotada brincar à vontade. Enquanto isso os artistas se concentram para apresentar o resultado dos trabalhos, como Thiago Leite que atua há sete anos na área e fala sobre a importância do festival.

Thiago Leite tatua há sete anos e fala sobre o trabalho. (Foto: Paulo Francis)
Thiago Leite tatua há sete anos e fala sobre o trabalho. (Foto: Paulo Francis)
Tatuagem com Tomioka, personagem do anime Kimetsu no Yaiba. (Foto: Paulo Francis)
Tatuagem com Tomioka, personagem do anime Kimetsu no Yaiba. (Foto: Paulo Francis)

“É mais que arte, é personalidade, estilo de vida. A galera que vive na tatuagem é mais mente aberta e realizar eventos assim dá visibilidade para a profissão que ainda é discriminada. Minha arte é baseada em mangá e anime, quero mostrar esse cenário para o público”, diz ele.

Por isso Thiago tatuou Tomioka, um personagem do anime Kimetsu no Yaiba, na pele do amigo Lucas Vieira. “Foram sete horas de trabalho, é uma experiência incrível e vale muito a pena. Essa foi minha oitava tattoo e já estou pensando nas próximas”, brinca Lucas.

Raul Souza atua como tatuador há quatro anos e veio de Vila Velha, cidade de Espírito Santo, para participar do evento. “É minha primeira vez do Tatto Fest, que é importante para difundir a tatuagem no país, pois ainda existe preconceito”, afirma. Por cinco horas ele se concentrou na produção da tatuagem estilo “blackwork”. “Consiste na predominância do preto. Esse é um trabalho que dá liberdade artística maior, de fazer numa pegada surrealista, mas mesclando com outros estilos”, completa.

E foi João Gabriel Queiroz Moura, quem se disponibilizou de tela para que Raul pudesse mostrar seu trabalho. “Também sou tatuador e faço para valorizar a arte e fazer o pessoal perceber que é normal. Muitos têm medo de se tatuar, mas a gente foi trocando ideias”, fala o modelo.

Foram cinco horas de trabalho, deu câimbra numa das panturrilhas, mas no final valeu a pena para João Gabriel. “Quero preencher todo meu corpo, já tenho umas 40 tatuagens e penso em mais”, confessa.

O tatuador Raul Souza terminando mais um trabalho na perna de João Gabriel Queiroz Moura. (Foto: Paulo Francis)
O tatuador Raul Souza terminando mais um trabalho na perna de João Gabriel Queiroz Moura. (Foto: Paulo Francis)

A estudante Isabella Neto soube do festival através de uma amiga e resolveu ir até o local. Chegando lá, quis fazer as duas primeiras tatuagens da vida. Bem tranquilo, ela se sentou na cadeira, enquanto um artista do Rio de Janeiro realizava o trabalho. “Pedi para fazer uma rosa com triângulos na perna e outra imagem vai ser no braço. Decidi fazer porque o valor é acessível”, diz.

Além deles vários outros artistas e participantes estavam animados com o evento, que continua hoje e amanhã. Para participar é preciso levar um quilo de alimento não perecível que após o festival será doado para a Cruz Vermelha, e ainda pagar o valor de R$ 10,00.

Quem quiser fazer tatuagem esse é o momento para escolher o seu artista preferido e pagar um valor acessível pela tattoo.

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