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Diversão

Em uma cidade feita de sal, até drinque "esperma de lhama" serve para esquentar

Por Lucas Arruda | 24/05/2015 07:34
As montanhas de sal em Uyuni.
As montanhas de sal em Uyuni.

Minha grande expectativa na Bolívia era conhecer o Salar de Uyuni. De Potosi à cidade de Uyuni foram três horas de grande excitação.

Ao chegar na cidadezinha, me senti num filme de velho oeste americano. Cercado pelo nada, ou melhor, por um deserto (não o de sal) e montanhas ao longe, o vento traz muita poeira ao lugar, que tem seu charme em volta da praça principal.

O hostel Peidra Blanca, onde fiquei, custa Bs 55 (R$ 25,00) com café da manhã e cozinha, onde o hóspede pode preparar as refeições. Como eu e meus amigos chegamos à noite, demos um pequeno passeio pelo local, onde conheci uma pancada de brasileiros.

No segundo dia, fomos procurar uma agência para fazer o passeio a Uyuni e conseguimos uma, dentre as dezenas de existem, por Bs 700 (RS 330). O passeio inclui três dias de viagem e duas noites, com almoço, jantar, hospedagem e café da manhã. Mas para ver tudo, ainda é necessário pagar Bs 30 (R$ 14,00) para conhecer a Ilha dos Cactos no salar e Bs 150 (R$ 70,00) para adentrar ao parque das Lagunas.

Saímos às 11 horas da manhã no segundo dia em Uyuni. Junto, o casal de amigos suíços, um amigo francês e um casal alemão, que se juntou a nós (os passeios saem, geralmente, em seis pessoas).

A primeira parada é no cemitério de trens, ainda em Uyuni. Depois seguimos para um pequeno vilarejo, a porta de entrada do Salar. Já no deserto, a primeira parada é nas montanhas de sal, onde ficamos impressionados com a imensidão branca.

Havia também algumas pequenas poças de água, onde experimentei lavar as mãos, o que foi um pouco estúpido, pois depois de secas estavam brancas de sal.

A constatação de que o deserto é realmente de sal veio depois de pegar um pequeno pedaço do chão, experimentar e descobrir que dali poderia sair centenas de sacos excelentes para um churrasco com os amigos.

No primeiro dia de passeio, ficamos a tarde inteira no deserto, visitando museu de sal e parando em alguns pontos para fazer fotos. O estranho é que quando se vê um carro ou um ônibus ao longe parece que estão voando pelo céu e não correndo pelo chão.

De noite, dormimos em um pequeno vilarejo aos pés de uma montanha. Gentilmente o guia nos deu uma garrafa de vinho, o que ajudou já que estava fazendo um frio de rachar.

Mas duas taças de vinho e mais duas cervejas custaram uma noite de sono. Segundo o guia, o álcool não combina com altas altitudes, portanto beber pelo passeio no Salar não é uma boa ideia.

No segundo dia, o sono me acompanhou, mas era desperto por cada nova linda paisagem. Passamos pela fronteira da Bolívia com Chile em uma cordilheira de montanhas que divide os dois países, inclusive, foi o mais próximo que estive da neve (ainda).

À tarde, entramos no Parque das Lagunas. A mais impressionante delas é a Laguna Colorada, com uma coloração vermelha e repleta de flamingos.

Uma ilha dos cactos no caminho para o Salar.
Uma ilha dos cactos no caminho para o Salar.

A segunda noite foi a mais difícil. Enfrentamos um frio de -8 grau. Sorte que ganhamos mais uma garrafa de vinho do nosso atencioso guia. Dessa vez, tomei o cuidado de tomar só uma taça, para garantir o sono e um pouco de calor.

No último dia, conhecemos o deserto Salvador Dali, que tem o nome (que achei genial) devido a formação “surreal” das pedras.

Por último, ao terminar o passeio, entramos numa piscina de água termal natural, o que foi muito bom para espantar o frio.

Depois fizemos uma viagem de seis horas até chegar a Uyuni no fim da tarde, por volta das 18 horas.

Voltamos ao hostel para um bom banho (no segundo dia não havia água quente e tomar banho com -8 graus não é uma coisa muito boa) e uma boa noite de descanso.

O ônibus para La Paz só sairia às 20 horas do dia seguinte e quando acordamos passeamos pela cidade, que não tem muito a oferecer. A tarde, para nos despedirmos de Uyuni, fomos ao Extreme Fun Pub, um bar divertido e cheio de drinques com nomes engraçados.

Depois de algumas cervejas, decidimos pedir o mais exótico deles: o Lhama Sperm (sim, esperma de lhama!). Nele, além do ingrediente que dá nome ao drink (garante o dono do bar), há vodka, licor de café e chocolate. Depois de algumas caras de nojo, cada um deu um gol,e e descobrimos um gostoso drink!

Agora o destino é La Paz e depois Peru!

No bar, eu, Thomas (francês), Ira (suíça) e Lukas (suíço).
No bar, eu, Thomas (francês), Ira (suíça) e Lukas (suíço).
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