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Campo Grande, Sábado, 22 de Setembro de 2018

18/02/2018 07:10

Grupo Especial brilha na avenida, mas público diz que faltou crítica em desfile

Com menos da metade do público, que assistiu as escolas do grupo de acesso, desfiles deste sábado foram prestigiados mesmo debaixo de chuva

Danielle Valentim
Entrada na Igrejinha, que seria a segunda escola, mas inaugurou a pista após atraso da Unidos do São Francisco. (Foto: Saul Schramm)Entrada na Igrejinha, que seria a segunda escola, mas inaugurou a pista após atraso da Unidos do São Francisco. (Foto: Saul Schramm)

O desfile das escolas de samba do grupo especial aconteceu na noite deste sábado (17), depois de ser adiado por causa do mau tempo da última terça-feira (13). Mesmo com chuva e imprevisto que pode rebaixar uma das escolas, as apresentações seguraram um tímido público, diferente de anos anteriores em que as arquibancadas costumavam lotar.

Um problema na organização da primeira agremiação, Unidos de São Francisco, impossibilitou a entrada no horário previsto, fato que pode colocar em cheque seu lugar no grupo especial, com perda de pontos.

Passada para o fim da fila das apresentações, a primeira a entrar foi a Igrejinha inaugurando a pista, às 21h18. Com o enredo “40 Anos De Criação Do Estado De Mato Grosso Do Sul. Em Terras Pantaneiras, Tem Samba Sim Senhor”, o Grêmio Recreativo Escola de Samba) entrou ao som de fogos de artifício, com muita animação e participação de integrantes com longa trajetória no Carnaval.

Entre eles, a aposentada Waldecy Coelho Catarinelli, de 73 anos, sendo 30 dedicados ao samba. “Desfilo há mais de 30 anos. Em Campo Grande desfilei por todas, já fui destaque por 7 vezes da Cruzeiro, quatro vezes da Unidos do Aero Rancho e uma pela Carvalho. O carnaval está comigo desde criança e hoje como sempre fizemos o nosso melhor”, disse.

O casal de Mestre-sala e Porta-bandeira da escola Deixa Falar. (Foto: Saul Schramm)O casal de Mestre-sala e Porta-bandeira da escola Deixa Falar. (Foto: Saul Schramm)

Com sete anos de existência, a agremiação Deixa Falar entrou às 22h35 como tema “Cio da Terra – Sob As Lentes de Roberto Higa, 40 Anos de Mato Grosso Do Sul”, a escola entrou ressaltando a bandeira de Mato Grosso do Sul e homenageando o fotógrafo, que estava presente em um dos carros alegóricos.

Em seguida foi a vez da escola Os Catedráticos do Samba, com o enredo “Com As Mãos E A Garra De Um Povo Sonhador, Surge Um Novo Estado. 40 Anos De Mato Grosso Do Sul – Aquidauana: Aqui Começa O Pantanal.

A agremiação entrou por volta da meia noite, momento em que os relógios retornaram para as 23 horas, por conta do fim do horário de verão. Com direito a um carro alegórico com a Igreja Matriz de Aquidauana, a agremiação contou com a participação da miss do município e até uma Maria fumaça. A apresentação encerrou por volta das 23h42, no horário novo.

Carro alegórico da escola Deixa Falar. (Foto: Saul Schramm)Carro alegórico da escola Deixa Falar. (Foto: Saul Schramm)

Com muita confiança e alegria a diretora social da escola Os Catedráticos do Samba Neuza Malheiros, de 64 anos, comandou a ala das onças. “Muita alegria, muita garra e dedicação para sair tudo lindo mesmo com chuva”, disse.

A quarta escola e mais aguardada pelo tímido público, foi a Unidos Da Vila Carvalho com o enredo “Lendas Do Mato Grosso Do Sul”. A entrada na disputa às 0h19 deixou a Passarela do Samba totalmente verde e rosa. Ressaltando as lendas, a escola caprichou em alegorias com macacos, cobras e tuiuiús. A finalização do desfile ocorreu às 0h55.

Por fim, chegou a hora da agremiação Unidos do São Francisco, com o enredo “Comitiva Pantaneira”. Vestido com botas e chapéus, os integrantes fizeram bonito, mas pena que para quase nenhum público.

(Foto: Saul Schramm)(Foto: Saul Schramm)

Diante de homenagens, coreografias e elogios ao trabalho de pioneiros nos últimos 40 anos em Campo Grande e Mato Grosso do Sul, a público que foi até a Passarela do Samba, na Praça do Papa, apontou a ausência de críticas sociais nos desfiles do grupo de acesso e especial.

A questão foi levantada após o polêmico desfile da Escola de Samba Paraíso do Tuiuti, que levou a Sapucaí, o enredo "Meu Deus, meu Deus, está extinta a escravidão?”. A madrugada da última segunda-feira (12) foi recheada de críticas à reforma trabalhista e teve até vampiro representando o presidente da república Michel Temer.

A professora Simone dos Santos, de 40 anos, ressaltou a situação da saúde público, principalmente, na Capital, que poderia ter sido ilustrada em alguma ala. “Os trabalhos foram lindos, mas faltou uma “agulhada” nos problemas da cidade”, disse

Fotógrafo Roberto Higa foi um dos homenageados da noite pela escola Deixa Falar.(Foto: Saul Schramm)Fotógrafo Roberto Higa foi um dos homenageados da noite pela escola Deixa Falar.(Foto: Saul Schramm)

Debaixo de chuva, a funcionária de um hospital Adriana de Oliveira, de 40 anos, apontou, que além da falta de críticas nos desfiles, o evento não disponibilizou espaços cobertos para os espectadores. “Para começar a falta de estrutura para gente assistir. Já que foi cancelado na terça, a prefeitura poderia ter adaptado alguns pontos”, apontou.

Elogiando a forma que as agremiações encontraram para ressaltar os 40 anos de histórias, a jornalista Stefanny Veiga, de 25 anos, reiterou que sempre há o que criticar.

“Talvez a justificativa esteja na falta de apoio empresarial, assim como falado pelos presidentes, que citaram as dificuldades em montar as estruturas com pouca verba. Com a ajuda financeira custeada pelo município e estado fica difícil fazer críticas sociais”, disse.

Apuração - Diferente de anos anteriores, em que a apuração e premiação eram realizadas na Praça do Rádio Clube, desta vez ocorrem no Horto Florestal, neste domingo a partir das 17h.

Bateria da Vila Carvalho. (Foto: Saul Schramm)Bateria da Vila Carvalho. (Foto: Saul Schramm)
Uma das alegorias da escola Vila Carvalho(Foto: Saul Schramm)Uma das alegorias da escola Vila Carvalho(Foto: Saul Schramm)
A Comissão de Frente da escola Catedráticos do Samba. (Foto: Saul Schramm)A Comissão de Frente da escola Catedráticos do Samba. (Foto: Saul Schramm)
Catedráticos do Samba (Foto: Saul Schramm)Catedráticos do Samba (Foto: Saul Schramm)


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