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Campo Grande, Quarta-feira, 19 de Fevereiro de 2020

09/02/2020 07:43

Izabelli e Vitória vencem miss e agora representam beleza indígena na Capital

Com cocar na cabeça e sorriso no rosto, elas foram eleitas pelo concurso Miss Marçal de Souza que ocorreu ontem à noite

Alana Portela
O desfile na passarela contou com traje de esporte (Foto: Kísie Ainoã)O desfile na passarela contou com traje de esporte (Foto: Kísie Ainoã)

Agora a beleza indígena terena é representada por Izabelli Marques e Vitória Cristine, em Campo Grande. Elas venceram o concurso do Miss Marçal de Souza, que ocorreu ontem à noite na Avenida Marques de Pombal, no Residencial Damha I e contou com a participação de crianças, adolescente e jovens, que foram representar a cultura terena.

“Tenho 10 anos e é a primeira vez que participo e ainda ganho. Estou muito feliz, temos a pintura a roupa e é bom representar isso. Foi meu primo mesmo quem preparou o meu traje e o cocar”, diz Isabelli ainda emocionada com o título de Mini Miss Indígena Marçal de Souza.

O sorriso não cabia no rosto da pequena, assim como a felicidade de ter ouvido seu nome sendo anunciado como campeã. A mãe, Neli Marques estava do lado e também não se conteve de tanta alegria, já que foi ela quem incentivou a filha a participar do concurso de beleza indígena.

Izabelli Marques foi eleita Mini Miss Indígena Marçal de Souza (Foto: Kísie Ainoã)Izabelli Marques foi eleita Mini Miss Indígena Marçal de Souza (Foto: Kísie Ainoã)
Vitória Cristine foi eleita Miss Indígena Marçal de Souza e vai representar a beleza terena (Foto: Arquivo pessoal)Vitória Cristine foi eleita Miss Indígena Marçal de Souza e vai representar a beleza terena (Foto: Arquivo pessoal)

“Já fui miss e agora ela é também. Quis que participasse para incentivá-la a nunca esquecer a nossa cultura. Tem muitos jovens indígenas que crescem e deixam isso de lado, mas valorizamos nossas raízes, ela está aprendendo sobre a língua com a avó dela e isso é muito importante para nós”, afirma a mãe.

Neli ainda faz questão de falar dos traços que só a mulher indígena tem. “Nossos cabelos, olhos puxados, formato do rosto são nossas principais características e é bom mostrar essa beleza que temos”, diz Neli Marques.

O concurso foi divido em duas etapas, primeiro as meninas de 8 a 12 anos subiram na passarela para representar o Mini Miss e em seguida foi a vez das adolescentes e jovens até 21 anos mostrarem para que veio.

Cada uma desfilou três vezes, mas com trajes diferentes. Teve gala e elas arrasaram nos vestidos socais. Outra vestimenta temática foi quando entraram no palco com roupas indígenas, e já que é para valorizar a cultua, nenhuma dispensou o cocar, a pintura e os brincos de pena. O terceiro tema foi esporte, e as meninas vestiram a camisa de seus times e desfilaram sem medo.

Na passarela, Ruth Gabriella de Souza esbanjou sorriso e levou até uma bola de futebol na categoria do esporte Na passarela, Ruth Gabriella de Souza esbanjou sorriso e levou até uma bola de futebol na categoria do esporte

A estudante, Bianca Francelino, foi uma das organizadoras do evento que ocorreu pela terceira vez. “Queremos mostrar que a beleza indígena existe, que elas são bonitas sendo que são e queremos acabar com o preconceito que ainda persiste porque é algo que vemos muito”, destaca ela, que também é terena.

Conforme a promotora do concurso, as vencedoras agora ganham a tarefa de representar o povo da aldeia urbana Marçal de Souza nos concursos de miss Campo Grande e Mato Grosso do Sul. “Além disso participam de ações socais, entregam presentes em datas comemorativas e dançam no Dia do Índio para mostrar a cultura”, conta.

Ruth Gabriella de Souza, 21, também participou do concurso e queria muito levar a faixa para casa, porém não foi desta vez. Mas como uma boa concorrente, aceitou o resultado e com sorriso no rosto e muita simpatia falou sobre o desejo de ser miss. “Sou estudante e isso é meu sonho. Queria representar Campo Grande e até pegaria concurso nacional. Na passarela, me identifiquei com todos os looks e misturei com minha personalidade. É importante mostrar que o índio é bonito e tem capacidade de ir muito além”.

O concurso foi até às 23h de ontem e, enquanto o público assistia ao desfile, aproveitavam as barracas de comida típicas para saborear o famoso hihi, paçoca de carne seca, espetinho e até açaí para se refrescar do calor. A noite foi bem agitada, com gritos e aplausos, e no fim todas saíram felizes por terem participado do evento cultural. Quem não conseguiu esse ano, promete voltar à passarela em 2021.

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