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Campo Grande, Segunda-feira, 24 de Setembro de 2018

18/02/2017 13:23

Jornalistas se encontram para resgatar bloco de Carnaval que lotava nos anos 90

Thailla Torres
Jornalistas foram fantasiados para folia na manhã de sábado. Na foto o repórter Alan Diógenes e o fotógrafo Roberto Higa. (Foto: André Bittar)Jornalistas foram fantasiados para folia na manhã de sábado. Na foto o repórter Alan Diógenes e o fotógrafo Roberto Higa. (Foto: André Bittar)

Na rua Barão do Rio do Branco, um Carnaval autêntico surgiu na calçada com o Bloco As Depravadas. Com artistas e profissionais da imprensa, neste sábado (18), a folia aconteceu para resgatar a história do grupo que surgiu na década de 1990, mas foi perdendo força com a decadência do Carnaval de rua de Campo Grande.

A folia voltou a movimentar a cidade nos últimos 5 anos e o bloco percebeu que é hora de voltar à ativa com a animação dos velhos tempos. Aos 65 anos, o fotógrafo Roberto Higa, é o mais animado com essa retomada.

Ele lembra que o grupo foi uma brincadeira na tentativa de reunir amigos da imprensa fora das redações. “Tinha um grupo de jornalistas que gostava muito de se encontrar. Na época, em 1992, a gente já tinha feito outro evento, o Troféu Pinguim, que premiava os melhores jornalistas do ano. Daí também surgiu a ideia do bloco”, conta.

O bloco recebeu o nome de “Filhos da Pauta”, mas acabou mudando por conta do público. “Com tempo, passou a ter artistas, empresários e outros amigos que não eram da imprensa. O pessoal não se enquadrava e por isso virou As Depravadas”.

O detalhe é que os homens sempre aparecem vestidos de mulher. 

Bloco As Depravadas. (Foto: André Bittar)Bloco As Depravadas. (Foto: André Bittar)
Jornalista Flávia Vicuña participa do bloco há anos. (Foto: André Bittar)Jornalista Flávia Vicuña participa do bloco há anos. (Foto: André Bittar)

Hoje, assim que a concentração começou, foi difícil não chamar atenção de quem passava pela rua. O ponto escolhido para começar a festa foi o Bar do Zé.

De peruca, rosa no cabelo e vestido dourado, Higa, pede para que a tradição não seja perdida. “Vamos mostrar essa responsabilidade para a próxima geração. Acho que é mais do que justo não deixar isso acabar”.

Para ele, a folia é um santo remédio. “Não sei até quando, mas enquanto estiver me divertindo, vou estar no Depravadas. Já passei por uma pancreatite, aneurisma, 2 AVCs (Acidente Vascular Cerebral) e agora estou com um tal de Alzheimer, mas me sinto em condições, porque acho que essa reunião com os amigos é o melhor remédio para a gente continuar com saúde”, comenta.

No repertório, só samba e marchinhas ecoam das caixas de som. Depois da concentração, o bloco desfila, faz uma volta na quadra passando pela Rua 13 de Maio, Avenida Afonso Pena e 14 de Julho, e retorna ao Bar do Zé para uma cerveja gelada e boa conversa.

A jornalista Eliane Nobre, lembra que o bloco também ressurge para quebrar a rotina. “Ano passado a gente tentou fazer, mas muito em cima da hora e por isso fizemos um fim de semana antes do Carnaval. A gente precisa compartilhar esses momentos, porque as pessoas ficam muito aceleradas. Estamos vivendo outra geração e isso é uma forma das pessoas se conhecerem melhor e viverem um momento de alegria”.

União da categoria, também é colocada em pauta na hora da diversão, explica a jornalista Flávia Vicuña. “Eu adoro Carnaval e toda essa descontração. Mas também é bacana reunir os colegas antigos que participaram do bloco desde o início e convidar os que estão chegando agora. É um momento descontraído”. 

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Roberto Higa estava de depravada. (Foto: André Bittar)Roberto Higa estava de depravada. (Foto: André Bittar)
Luciano Muta vestido de Sabrina Sapo. (Foto: André Bittar)Luciano Muta vestido de "Sabrina Sapo". (Foto: André Bittar)
Concentração aconteceu na manhã deste sábado no Bar do Zé. (Foto: André Bittar)Concentração aconteceu na manhã deste sábado no Bar do Zé. (Foto: André Bittar)


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