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Campo Grande, Terça-feira, 24 de Setembro de 2019

01/09/2019 07:05

Se vai virar “Paulista” ninguém sabe, mas quem foi à 14 de Julho já quer “bis”

Foram 10 horas seguidas de shows, teatro, dança, brechó e até desfile animando a rua que ainda está em obras

Danielle Valentim e Clayton Neves
 Morando aqui há 5 anos, Fernanda é gaúcha e torce para que o Centro seja ocupado mais vezes. (Foto: Henrique Kawaminami) Morando aqui há 5 anos, Fernanda é gaúcha e torce para que o Centro seja ocupado mais vezes. (Foto: Henrique Kawaminami)

A tão esperada ocupação artística da Rua 14 de Julho e Praça Ary Coelho aconteceu. Neste sábado (31), mais de 100 artistas entre músicos, atores, dançarinos e até expositores independentes de brechós fizeram no Centro um grande espetáculo. O marco do evento foi o desfile, divido em duas fases, no meio da rua. Quem foi aproveitou de perto a variedade de atividades e, mesmo em meio às obras, já quer 2ª edição.

Acompanhada do filho Nicolas, a pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz, Fernanda Almeida chegou cedo para aproveitar a programação. Morando aqui há 5 anos, Fernanda é gaúcha e torce para que o Centro seja ocupado mais vezes.

“Vim prestigiar porque já venho acompanhando todo o processo e porque sou esposa do baterista que toca hoje com o projeto Kzulo e com o Leitones", contou. "Mas acho que Campo Grande tem que proporcionar isso mais vezes, demorou para a cidade se apropriar do Centro de outra forma que não seja só comércio. O centro só funciona até certo horário e tem um potencial muito mais legal para ser utilizado”, diz

O acadêmico de Fisioterapia Eduardo Henrique Queiroz, de 23 anos, soube do evento Reviva pela internet e não pensou duas vezes em participar. “Eu fiquei sabendo pelo Facebook, assim como outros eventos que acontecem na cidade. Eu ainda não conheço a Avenida Paulista, mas sigo muitos youtubers que moram em São Paulo. Tenho uma noção do que acontece por lá e se isso acontecer por aqui seria muito interessante. Principalmente para quem gosta de cultura e teatro, como eu”, diz o estudante.

Acadêmico de Fisioterapia Eduardo Henrique Queiroz, de 23 anos, soube do evento Reviva pela internet (Foto: Henrique Kawaminami)Acadêmico de Fisioterapia Eduardo Henrique Queiroz, de 23 anos, soube do evento Reviva pela internet (Foto: Henrique Kawaminami)
Pedro Tui, de 22 anos, que trabalha com venda sentiu falta da presença de ambulantes (Foto: Henrique Kawaminami)Pedro Tui, de 22 anos, que trabalha com venda sentiu falta da presença de ambulantes (Foto: Henrique Kawaminami)

Pedro Tui, de 22 anos, que trabalha com venda sentiu falta da presença de ambulantes, mas elogiou a proposta. “Estamos no Sarau de esquina e enquanto juntavam a gente para tocar fiquei sabendo do Reviva. A ideia de fazer cultura aqui no Centro é muito boa, mas precisa de uma organização à altura. Faltou venda de ambulantes”, disse.

A micro-empreendedora Angela Batista foi uma das expositoras de brechós durante esse sábado. Ela estava na outra ponta do evento, na Praça Ari Coelho, e animada com o mix de acontecimentos em um só dia.

“Isso dá muita visibilidade para artistas e expositores locais, como é meu caso que não tenho um espaço físico. Eu já tive oportunidade ir à Avenida Paulista e lá acontece dessa forma, muita coisa acontecendo ao mesmo tempo. Você anda um pouco tem brechó expondo, anda mais um pouco tem artista se apresentando, do outro lado da rua tem música. Isso é muito importante para a movimentação do Centro, porque chega fim de semana a maioria fica em casa por não ter o que fazer, então, este evento traz atividades e oportunidades”, ressalta.

Angela levou o brechó para a praça. (Foto: Henrique Kawaminami)Angela levou o brechó para a praça. (Foto: Henrique Kawaminami)

O desfile - Pela manhã, o público ainda estava chegando e se acomodando. Após o almoço, a movimentação triplicou e a borda da passarela ficou repleta de expectadores ansiosos para o início desfile.

Com 58 modelos para entrar na passarela, os desfiles das 16h e 17h30, se dividiram em 30 minutos cada um. Com uma curadoria totalmente irreverente, cores vibrantes, combinações e estampas ganharam os olhares do público.

Pouco antes do início do desfile, o diretor artístico do desfile, o produtor de moda Luiz Gugliatto conversou com o Lado B. Ele confirmou que a intenção do desfile foi sair dos padrões mesmo.

Luiz Gugliatto conversou com o Lado B e confirmou que a intenção do desfile foi sair dos padrões mesmo.(Foto: Henrique Kawaminami)Luiz Gugliatto conversou com o Lado B e confirmou que a intenção do desfile foi sair dos padrões mesmo.(Foto: Henrique Kawaminami)
Secretária Melissa prestigiando o evento. (Foto: Henrique Kawaminami)Secretária Melissa prestigiando o evento. (Foto: Henrique Kawaminami)
Cores vibrantes na passarela. (Foto: Henrique Kawaminami)Cores vibrantes na passarela. (Foto: Henrique Kawaminami)

“Um evento exclusivo. O Reviva está acontecendo e a prova disso é montar um passarela totalmente irreverente para esse espaço. Hoje Campo Grande tomou conta do espaço e é isso que a gente espera para a 14 de julho. Porque São Paulo fecha a Avenida Paulista aos domingos e provavelmente é o que se espera para a 14 de julho”, pontua.

Gugliatto frisa que a Sectur e Sebrae pediram um desfile que envolvesse moda e arte. “E é isso, vamos ver arte na passarela e não simplesmente uma roupa de vitrine”, finaliza.

Exatamente às 16h, ao som de bossa nova, o primeiro desfile inaugurou a passarela central. Com muitas estampas e até o toque do neon, a exposição foi a cara do verão.

As roupas e divulgação tiveram apoio de mais de 60 lojistas. Shows de jazz com o grupo El Trio e com a Banda Naip fecharam o evento.

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