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Diversão

Sem futebol, amigos saem de bike para desvendar trilhas e cachoeiras

Com chuteira pendurada, capacete na cabeça e guidão na mão, grupo de ciclistas percorrem de 40 a 60 km em busca de aventuras em MS

Por Raul Delvizio | 01/10/2020 07:36
Confira a Galeria de Imagens:
Todo equipado, João não tem medo de cair nas estradas de MS à procura de boa diversão (Foto: Arquivo Pessoal)
Todo equipado, João não tem medo de cair nas estradas de MS à procura de boa diversão (Foto: Arquivo Pessoal)

Pandemia mudou a rotina de muita gente, isto já não é nenhuma novidade. As noites de João, antes regadas à partida de futebol e boa conversa no pós jogo, tiveram suspensão desde o início de março. Mas o sessentão não cruzou os braços ao receber o cartão vermelho. "Só naquelas primeiras semanas". Resolveu trocar o par de chuteiras pelas duas rodas de uma bicicleta. Iniciativa que ainda rende muitas aventuras.

Para ele, a maior loucura era ficar parado em casa. "Junto à minha filha, comecei com trechos pequenos de 8 a 10 km, da Orla Morena até o aeroporto, por exemplo. Dava questão de 1 horinha. Mas aí ela engravidou e teve que parar de ir comigo", relembra o vendedor João Pereira Filho.

Foi aí que o amigo Heraldo, proprietário da chácara onde as peladas aconteceriam, entrou na partida. Com o tempo, do Parque das Nações Indígenas até o Shopping Bosque dos Ipês, o que era dupla virou time da seleção. "E combinamos tudo pelo 'Pedaleiros', o nosso grupo no WhatsApp", explicam os camaradas.

Aqui na Capital, grupo se reune em trilha de chão pra lá do bairro Santa Luzia (Foto: Arquivo Pessoal)
Aqui na Capital, grupo se reune em trilha de chão pra lá do bairro Santa Luzia (Foto: Arquivo Pessoal)

Hoje, esse "clube do Bolinha" já tem 30 escalados, cerca de 14 em jogo, em ritmo mais frenético, chegando de 40 a 60 quilômetros pedalados por toda a Capital. O bom que essa turma rende muita aventura sobre duas rodas, já que tem até "guia" no meio.

"3 amigos do grupo já tinham o costume de andar de bike, cerca de uns anos antes, então eles já conheciam todos os pontos, todas as trilhas e cachoeiras que estamos a 'descobrir' juntos".

O grupo já rodou da avenida Três Barras à Terenos, passando ainda pelas estradas de Furnas do Dionísio em Jaraguari, naturezas de Piraputanga, trilhas em Rochedinho, e mais. Até ao aeródromo Santa Maria, aqui em Campo Grande, já foram pedalando.

Esta cachoeira aqui é a do Celzinho (Foto: Arquivo Pessoal)
Esta cachoeira aqui é a do Celzinho (Foto: Arquivo Pessoal)
As mulheres também já acompanharam os maridos, porém por enquanto só por meio de 4 rodas (Foto: Arquivo Pessoal)
As mulheres também já acompanharam os maridos, porém por enquanto só por meio de 4 rodas (Foto: Arquivo Pessoal)
Depois de tanta pedalada, parte do grupo se refresca em cachoeira (Foto: Arquivo Pessoal)
Depois de tanta pedalada, parte do grupo se refresca em cachoeira (Foto: Arquivo Pessoal)

“Isso tudo estrada de chão, pegando fazendo, vendo a natureza ao nosso redor. Um último passeio legal que fizemos foi em uma fazenda pra lá de Bandeirantes. O pedal fez a gente conhecer muita coisa bonita”.

Já na Capital, segundo João, tem muito lugar relativamente perto, bonito e tranquilo para sair pedalando por aí e conhecer. "Frequentamos a cachoeira do Céuzinho, do Inferninho e da Macumba, além do Recanto da Elô e da Reserva Canindé, ali no Indubrasil”, garante. Todos esses atrativos que o Lado B também um dia conferiu.

João mesmo fala que não tem muito segredo, é comprar uma bike aro 29 – melhor para o chão de terra – e cair na estrada. O próximo destino está na agenda de dezembro, e será Bonito.

Essa trilha é a Canindé Araras, também em Terenos (Foto: Arquivo Pessoal)
Essa trilha é a Canindé Araras, também em Terenos (Foto: Arquivo Pessoal)

“É uma prova de ciclismo, que todos nós vamos fazer na esportiva, junto ao evento da meia maratona. Vamos de carro levando as bicicletas, estamos bem animados. Só agora que começamos a gostar do negócio”, brinca.

Fora que é bem possível que as mulheres “namoridas” não vão mais só ficar no banco de reservas, mas encarar essas aventuras.

“A gente fica vendo grupo que nem nós só de meninas, elas estão pedalando demais! Minha namorada, que mora em Dois Irmãos do Buriti, já tá treinando alguns quilômetros por lá. Ela quer vir de vez em quando e começar a pedalar com a gente”.

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Pôr do sol é uma das cenas exuberantes que o clube do pedal já conseguiu registrar (Foto: Arquivo Pessoal)
Pôr do sol é uma das cenas exuberantes que o clube do pedal já conseguiu registrar (Foto: Arquivo Pessoal)


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