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Após infarto em plena clínica de cardiologia, Miguel mudou de vida

Ironia do destino? Miguel sofreu um infarto enquanto fazia exames do coração, agora ele mudou de vida e perdeu quase 30 kg

Por Lucas Mamédio | 27/07/2020 06:11
Miguel perdeu 26kg nos últimos quatro meses (Foto: Arquivo Pessoal)
Miguel perdeu 26kg nos últimos quatro meses (Foto: Arquivo Pessoal)

Dia 24 de fevereiro desse ano, segunda-feira de Carnaval, muita gente na rua curtindo a festa mais tradicional do país, outras pessoas em casa, todos seguindo suas rotinas normalmente, mas para Miguel Pimentel, publicitário de 39 anos, esse dia mudou sua vida, depois de quase levá-la.

Miguel sofreu um infarto dentro do CDC, o Centro de Diagnóstico Cardiovascular, clínica especializada em exames do coração. Uma ironia do destino que assustou Miguel, família, amigos e fez ele mudar vários hábitos em sua vida, bem como a maneira como vê o mundo hoje.

Na verdade, os novos hábitos de Miguel são tão novos, ele sim tem histórico de atleta, praticou karatê durante quase toda sua juventude, chegando, inclusive, à faixa preta.

Miguel com o filho, o pequeno da Davi, antes do infarto (Foto: Arquivo Pessoal)
Miguel com o filho, o pequeno da Davi, antes do infarto (Foto: Arquivo Pessoal)

“Era uma paixão que eu tinha, participava de competições e era, de fato, um “piolho” da academia. Essa fase passou, justamente quando decidi empreender e montei a minha agência de publicidade e marketing. Com a rotina de trabalho muito acirrada, acabei deixando de lado os treinos e parei de cuidar do meu físico e também da minha alimentação. Foi a partir daí que comecei a ganhar cerca de 35 quilos, chegando aos 113 quilos”.

O pai de Miguel faleceu de insuficiência cardíaca no ano passado. Antes mesmo da perda do pai, há 12 anos, ele foi alertado por um médico amigo de que deveria fazer exames periódicos no coração porque problema cardíaco costuma ter fator genético, passa de pai para filho. Desde então Miguel faz checapes anualmente.

Esse ano tudo foi diferente. Após fazer alguns exames iniciais, Miguel passou mal na sala de espera, os sintomas eram claros, ele estava infartando.

"Primeiro comecei a suar frio, depois, náusea e logo depois a dor no peito e uma dormência no braço esquerdo. Prontamente fui atendido pelo médico que fez o meu exame de esteira, que fez um eletro e detectou o infarto. A ambulância chegou para me pegar, e me levou para o Proncor. Lá, fui direto para a hemodinâmica, onde fiz um cateterismo e implantado um stent. Tive que fazer apenas esse procedimento, onde foi detectado o entupimento da artéria DA do coração. O procedimento foi um sucesso, graças a Deus”, lembra Miguel que ainda ficou 11 dias internado.

Miguel agora caminha de seis a sete quilômetros por dia (Foto: Arquivo Pessoal)
Miguel agora caminha de seis a sete quilômetros por dia (Foto: Arquivo Pessoal)

Ele conta que ficou abalado emocionalmente após o episódio.  “Me abalou profundamente, principalmente porque pensava a todo instante na minha esposa e meu filho que estava com 2 para 3 meses. Essa sensação de medo, inclusive me dominou por um tempo, cerca de 1 mês depois do infarto, e tinha dificuldades para dormir, a todo instante ficava vigilante para ver se estava sentido algo. Uma sensação muito ruim. Minha família e amigos compartilharam dessa agonia comigo, mas foram todos muito importantes para que eu superasse esse momento. Muita ajuda, muita oração e muito apoio de todos”.

Agora, cinco meses depois, Miguel mudou vários hábitos, que na opinião dele, contribuíram para o infarto. “Sempre fui um cara que devorou o trabalho. De fato, gosto muito de trabalhar e continuo gostando, mas depois disso ter acontecido, aprendi que tem tempo para tudo e que principalmente temos de ter tempo para cuidar da gente, ter um momento adequado para alimentação, exercício e lazer. Tudo isso é o que melhor combate o estresse”.

A percepção da fragilidade da vida, também fez com que Miguel valorizasse mais ainda a relação com a esposa Cristiane, e com o filho, Davi, que completa oito meses de vida hoje, dia 27.

“Tenho claro agora a importância da família, amigos e trabalho, e nessa ordem. Não posso deixar um sobrepor o outro e devo agir com muita responsabilidade. Estou mais próximo também da minha família, principalmente minha mãe e irmão, que às vezes ficava dois meses sem ver, mesmo morando na mesma cidade, porque priorizava o trabalho e outras coisa, ao invés deles. Apesar do isolamento, a gente está muito mais próximo, aproveitando a tecnologia, fazendo vídeos quase que diariamente e com isso, me sinto muito melhor”.

Miguel diz que agora prioriza ainda mais a relação com a família (Foto: Arquivo Pessoal)
Miguel diz que agora prioriza ainda mais a relação com a família (Foto: Arquivo Pessoal)

Todas essas mudanças já fizeram efeito significativo no corpo do publicitário, que já perdeu quase 30 kg. “Melhorei absurdamente a minha alimentação, era o que eu mais fazia de errado, estou caminhando cerca de sete a oito km por dia, inclusive essa combinação foi o que me fez perder cerca de 26 kg desde que enfartei, estava com 113,8 kg e atualmente peso 87,5 kg”.

Segundo Miguel, “a sensação de medo passou, e no lugar ficou um senso de alerta, de me cuidar para não precisar nunca mais passar por isso. É, de fato, muito ruim estar limitado por conta da saúde. Valorizo muito mais o que realmente tem importância”.

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