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Campo Grande, Terça-feira, 27 de Junho de 2017

29/10/2014 10:48

Saída para evitar AVC que matou 207 este ano em MS é ter vida saudável

Aliny Mary Dias
Exercícios físicos ajudam na prevenção de AVC (Foto: Marcos Ermínio)Exercícios físicos ajudam na prevenção de AVC (Foto: Marcos Ermínio)

Comemorado nesta quarta-feira (29), o Dia Mundial do AVC (Acidente Vascular Cerebral) busca chamar atenção da população para ações que podem prevenir o derrame, que só nesse ano, segundo dados da SES (Secretaria Estadual de Saúde), matou 207 pessoas em Mato Grosso do Sul.

O cardiologista Marcos Paulo Tiguman explica que muitas pessoas estão suscetíveis a ter o AVC, mas não imaginam que podem ser mais uma vítima. “Ainda temos uma incidência muito grande de doenças cardiovasculares em geral, a hipertensão é uma das doenças iniciais que podem causar do derrame, mas metade das pessoas não sabe que têm, outra metade não trate e dos que tratam, metade faz acompanhamento irregular”, explica.

Os números do SIM (Sistema de Informação sobre Mortalidade) assustam, em todo o ano passado, morreram 490 pessoas no Estado vítimas de acidente vascular cerebral com hemorragia ou isquêmicos. O AVC hemorrágico é o mais grave porque nesses casos os vasos sanguíneos estouram e a possibilidade do paciente morrer é grande.

“Quando é isquêmico, o vaso fecha, e a pessoa geralmente fica com parte do corpo paralisado. No caso do hemorrágico, a gravidade é muito maior pela violência do derrame, geralmente os pacientes entram em coma e a recuperação é muito mais lente”, diz.

Apesar de ter caracterísitas hereditárias e ocorrer “de uma hora para outra”, há como evitar o derrame, que é mais comum entre os 40 e 60 anos. Indicada por médicos como prevenção de muitas doenças, a vida saudável também é a saída para quem não quer sofrer um AVC.

A dependência ao fumo, o excesso de stress, a falta de acompanhamento e tratamento de doenças como a diabetes, o colesterol e a obesidade, são alguns dos fatores que aumentam as chances de ser vítima de um derrame.

“É um conjunto que pode levar ao AVC, por isso orientamos os pacientes a levar uma vida saudável e principalmente fazer exercício, a gente sabe que podemos morrer a qualquer momento, como ao atravessar uma rua, por exemplo, mas podemos tomar alguns cuidados para ficar longe de algumas doenças”, completa o cardiologista.

No país – Por ano, segundo levantamento do Ministério da Saúde, 100 mil pessoas morrem no Brasil vítimas de AVC. Pesquisas mostram que mulheres têm maior probabilidade de sofrer o derrame e o que preocupa é que 1 em cada 10 brasileiros sabem os sintomas do derrame.

O Ministério da Saúde deve investir, até o fim do ano, R$ 437 milhões para ampliar a assistência a vítimas do derrame. Boa parte do valor, R$ 370 milhões, será destinado ao financiamento de leitos hospitalares em 151 cidades. O restante vai ser aplicado no tratamento trombolítico, quando medicamentos são usados para desfazer o coágulo sanguíneo no cérebro.




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