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Sem medicamento, fita elástica é opção para acabar com as dores

Técnica japonesa já era comum para os profissionais, mas com o tempo se popularizou entre os atletas “de fim de semana”

Por Raul Delvizio | 22/10/2020 06:25
Fisioterapeuta Graziele prepara kinesio taping em tornozelo de paciente (Foto: Arquivo Pessoal)
Fisioterapeuta Graziele prepara kinesio taping em tornozelo de paciente (Foto: Arquivo Pessoal)

Que a fisioterapia ajuda isso todo mundo sabe, mas por acaso você já ouvir falar em “kinesio taping”? A técnica japonesa, mesmo não sendo milenar, garante bons resultados no tratamento daquela dorzinha muscular chata que só incomoda.

“O método nada mais é do que o uso de fita elásticas, em diferente posições – em I, H, Y – no corpo e sem qualquer medicação, que ficam presas à pele do paciente. É um estímulo aos receptores musculares”, explica a fisioterapeuta Graziele Schmidt.

No punho, faixa em formato "Y" (Foto: Arquivo Pessoal)
No punho, faixa em formato "Y" (Foto: Arquivo Pessoal)
Panturrilha recebeu faixas em "Y" e "I" (Foto: Arquivo Pessoal)
Panturrilha recebeu faixas em "Y" e "I" (Foto: Arquivo Pessoal)

Indicada para diminuir dores, inchaços, distensões, hematomas, frouxidão ligamentar e mais, a técnica criada nos anos 1970 já era bem conhecida no mundo esportivo, mas voltou com tudo nos meados de 2010 para aqueles “atletas de final de semana”.

“Como a kinesio faz parte dos procedimentos de fisioterapia integrativa, também conta o ‘fator psicológico’. A pessoa não só sente no próprio corpo, mas vê a bandagem colada na pele. Inclusive muitos perguntam se a cor das faixas influencia no tratamento, o que é um puro mito”, comenta Grazi.

A utilização das fitas coloridas duram em média 5 dias, podendo o paciente ter sua rotina normal – se movimentar, fazer exercícios, tomar banho. Também pode ser aplicada em qualquer parte do corpo.

Aqui, Grazi prepara bandagens em "H" nas costas de paciente (Foto: Arquivo Pessoal)
Aqui, Grazi prepara bandagens em "H" nas costas de paciente (Foto: Arquivo Pessoal)

“Alguns lugares são mais fáceis por serem espaços amplos no corpo, como tronco, abdome, coxa. Porém os mais usados são tornozelo, punho, ombro e joelho, que são áreas de grande movimento, mais instáveis”.

Na pandemia, o servidor público Willian Escalhar, que também é professor de educação física, ficou parado das atividades da profissão. Quando houve a confirmação do retorno, sentiu dores na panturrilha como nunca antes.

“Praticava natação, corrida e musculação, mas na covid-19 parei tudo. Quando voltei, eu já senti muito no andar, minha panturrilha incomodava muito e eu ficava mancando. Cada movimento que eu fazia puxava mais ainda o músculo, dando umas ‘pontadas’”, relembra.

Antes pandemia, Willian era assíduo nas práticas esportivas (Foto: Arquivo Pessoal)
Antes pandemia, Willian era assíduo nas práticas esportivas (Foto: Arquivo Pessoal)

Só foi ter a primeira experiência com as bandagens de kinesio taping que o resultado surtiu efeito já no dia seguinte.

“A aplicação já me aliviou. Em 12 horas a dor sessou e 2 dias depois já voltei  a andar normalmente. Eu já conhecia o trabalho mas até então nunca tinha feito. Recomendava para os meus alunos justamente por ser um tratamento menos invasivo, sem uso de remédio”, avalia.

“Ele veio até a mim já como ‘preventivo’, teve a dor mas não esperou piorar. Fiz a liberação miofascial, que é uma técnica tradicional de massoterapia. No final, coloquei o kinesio taping nele e o liberei. No caso, só com essa única sessão já resolveu o problema, porque ele teve essa percepção corporal e cuidou o mais rápido possível”, considerou a fisioterapeuta.

Grazi colocando as faixas em Willian (Foto: Arquivo Pessoal)
Grazi colocando as faixas em Willian (Foto: Arquivo Pessoal)

Contra-indicações – Não é recomendável fazer o uso das faixas elásticas em regiões com machucados em ferida aberta, que não houve cicatrização ainda. Também, pessoas que passaram por cirurgia precisam aguardo o período de pós-operatório até liberação médica. Ainda, região de câncer de pele ativo, a bandagem não deve ser utilizada.

“A fita não pode ser colocada em feridas na pele, porque pode piorar o processo de cicatrização aumentando o grau de infecção”, finaliza Graziele.

Depois da sessão com Grazi, Willian teve melhoras significativas já no dia seguinte (Foto: Arquivo Pessoal)
Depois da sessão com Grazi, Willian teve melhoras significativas já no dia seguinte (Foto: Arquivo Pessoal)

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