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Campo Grande, Domingo, 19 de Agosto de 2018

24/11/2017 06:30

O que fazer quando não temos mais tanto tempo para investir nos games?

Rodrigo Bochi Motta
O que fazer quando não temos mais tanto tempo para investir nos games?

Quase todo mundo tem aquele game ou franquia que acompanha há anos, que acaba virando um xodozinho. No caso deste que vos escreve, é a franquia Diablo. Eu jogo esta série há muito mais tempo que qualquer outro jogo que eu ainda jogue. Ela me acompanhou no ginásio, colegial, faculdade, nos primeiros anos de trabalho, e segue assim até hoje.

Atualmente ainda procuro a caixa do Diablo I original que tinha, provavelmente se perdeu nos tempos em que me mudei para fazer a faculdade fora, mas a esperança ainda move minhas buscas nos cantos obscuros da casa atrás das duas caixinhas mágicas, Diablo I e de Hellfire, uma expansão que foi desenvolvida pela Sierra, e não pela Blizzard, mas que me lembro de ter me fornecido divertidas horas de jogatina. Infelizmente ainda não tive sucesso, mas de tempos em tempos a motivação volta e parto em novas buscas pelo pacote perdido.

Comecei a desbravar Diablo II tempos depois. Com sua expansão, Lord of Destruction (até hoje o melhor conteúdo extra em minha opinião), pude ter uma experiência totalmente diferente, muito mais intensa que o primeiro título pôde proporcionar. Tudo isso devido a um empolgante modo multiplayer online. Isso fez com que esse fosse o jogo que mais joguei até então. Madrugadas adentro, mesmo jogando em lan houses durante os tão queridos “corujões”, fizeram com que eu extrapolasse a margem da salubridade na jogatina. Em uma época onde eu mal tinha tempo para estudos na faculdade, investia as horas de sono na jornada de ficar mais forte na jornada eletrônica. Uma troca que não me fez bem, mas que no final deu tudo certo. Foi quando quebrei um teclado, durante uma caçada difícil que foi frustrada por um lapso de internet, que vi que precisava pegar mais leve... E assim o fiz.

Mas aí recebi a notícia de que viria um Diablo III. Fiquei eufórico, mas infelizmente por questões pessoais, não pude desfrutar do jogo em seu lançamento. Assim que me vi livre de minhas pendências, juntei um dinheiro e dei aquela melhorada no PC para aguentar o tranco do produto.

Não tenho como medir as horas de jogo que investi em Diablo II, mas posso estimar que o III esteja muito próximo disso, e provavelmente irá ultrapassar neste quesito. O ponto interessante do game é que normalmente a cada três meses eles iniciam uma nova “jornada de temporada”, que para simplificar, é um modo de jogo onde todos começam do zero e tem a oportunidade de ganhar alguns itens cosméticos, como asas, mascotes, molduras para seu personagem e uma aba extra de baú para guardar mais itens (o único item que realmente tem alguma função no jogo).

Então eu me via, a cada três meses reiniciando uma nova aventura, onde se juntavam vários amigos para jogar. Tudo muito divertido. O que também me fez pensar: Talvez, seja a hora de parar.

Não entendeu? Pois é, eu também demorei pra ver.

A cada três meses se inicia uma nova jornada na qual eu utilizo todo meu tempo livre que seria destinado a jogatinas, filmes, leituras e etc. Tudo vira Diablo. E mesmo assim, eu ainda me vejo muito longe das pessoas que jogam com mais afinco. Tá certo, é difícil competir quando você tem 2 horas ou menos por dia para jogar com alguém que joga quatro ou cinco vezes mais do que você, mas ainda assim, isso não ameniza a frustração de não ir bem em um título que eu joguei tanto. Não me leve a mal, eu até acho que consigo ótimos resultados, mas fico cada vez mais abaixo no ranking. E provavelmente vocês também tenham tido impressão semelhante em algum momento com algum de seus “xodozinhos”.

Não tenho intenção de abandonar um de meus passatempos preferidos. Planejo jogar Diablo por muitos anos a vir. Porém talvez seja bom para a minha saúde me contentar com o que sou: Um jogador casual que não vai poder ser competitivo em Diablo III, Counter Strike, Overwatch ou qualquer outro game. É bom entender que atualmente jogo apenas pela diversão de fazê-lo, sem me preocupar com rankings. Talvez, isso faça bem, afinal, não era esse o objetivo de jogarmos desde o início?

Rodrigo, também conhecido como Vigia, é um colaborador do Vídeo Game Data Base, o museu virtual brasileiro dos videogames. Confira tudo sobre as gerações de consoles já lançados em nosso site.



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