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Sabor

Carol não desistiu de fazer doce igual a avó nem quando o 1º virou tragédia

Inspirada na avó, Carolina transformou paixão pela confeitaria em negócio, após mudar de profissão

Por Jéssica Fernandes | 13/09/2021 07:46
Carolina criou negócio há nove anos, quando ainda estava na faculdade (Foto: Arquivo Pessoal)
Carolina criou negócio há nove anos, quando ainda estava na faculdade (Foto: Arquivo Pessoal)

O amor por doces começou quando ela era pequena e vivia na cozinha experimentando as gostosuras que a avó, Maria Rita, 69 anos, preparava. O gostinho daqueles brigadeiros e chocolates ainda estão na memória da Carolina de Azevedo Andrade, 28 anos. Formada em Design de Interiores, ela decidiu deixar a antiga profissão, para se tornar confeiteira gourmet.

Natural do estado do Rio de Janeiro, Carolina veio parar no interior de Mato Grosso do Sul, especificamente, na cidade de Bela Vista. O motivo da mudança foi causado por outro amor, o Maurício Ebani, 30 anos, com quem a Carol é casada.

Na cidade, ela começou a “mexer o doce” e vender os produtos. Em questão de dois meses, a empreendedora fez sucesso e começou a lidar com os desconhecidos que chegavam no portão. “No grupo da cidade, todo mundo experimentou, ninguém nunca tinha ouvido falar dos meus doces. Passou um tempo, comecei a estudar a cidade e vi que não tinha ninguém que fizesse doces gourmet”, relata.

Brigadeiros são produzidos no ateliê da confeiteira gourmet. (Foto: Arquivo Pessoal)
Brigadeiros são produzidos no ateliê da confeiteira gourmet. (Foto: Arquivo Pessoal)

O “Brigadeiro Mania” conquistou o coração dos moradores e virou a principal fonte de renda da Carolina. A repercussão positiva motivou a confeiteira a aprimorar as receitas e investir em mais clientes. “Fiz um curso de confeitaria para pessoas com restrição alimentar,  intolerante a lactose, alérgicas e veganas. Comecei a fazer vários produtos fit, bombou e tive muito retorno”, diz animada.

Brigadeiro ao leite belga, ferrero, ninho com nutella, crispy belga, ovomaltine, churros, confete, casadinho e surpresa de uva, além de tortas, bolos e copos da felicidade são vendidos pelo estabelecimento.

Essas e outras receitas são preparadas com muito carinho pela Carolina, que se encontrou na área da confeitaria. “Acordo e tenho satisfação de trabalhar com o que eu amo, satisfação de levar um pouquinho de alegria, criar uma memória afetiva com um doce. Eu aprendi isso lá atrás e hoje, passo para as pessoas”, ressalta.

Maria Rita despertou na neta o amor pela cozinha e os doces. (Foto: Arquivo Pessoal)
Maria Rita despertou na neta o amor pela cozinha e os doces. (Foto: Arquivo Pessoal)

Se antes, era a avó que a alegrava com os docinhos tão gostosos, hoje, os papéis se inverteram. A dona Maria Rita que se delicia com as comidas que a neta prepara. “Toda vez que vou na casa dela, tenho que fazer bolo de cenoura com cobertura de brigadeiro belga. Ela não é muito de comer bolo, mas esse ela faz questão. Ela também pede para fazer o brigadeiro de queijo, ela come o dia inteiro se deixar”, fala.

Da menina que fez a primeira receita de brigadeiro errada no colégio, Carolina se tornou a adulta que é um sucesso na arte da confeitaria. Ela garante que se não fosse a avó, não teria chegado onde está hoje. “Foi minha avó que começou tudo isso, se não fosse por ela, eu não estaria fazendo o que faço hoje. Como eu sempre falo, eu vendo sonhos e momentos com a minha doce produção”, conclui.

Além dos brigadeiros, Carol também cria bolos lindos. (Foto: Arquivo Pessoal)
Além dos brigadeiros, Carol também cria bolos lindos. (Foto: Arquivo Pessoal)
Criar memórias afetivas com os doces é um dos objetivos da empreendedora. (Foto: Arquivo Pessoal)
Criar memórias afetivas com os doces é um dos objetivos da empreendedora. (Foto: Arquivo Pessoal)

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