Focaccia faz Thaynara transformar rotina em memória boa com as filhas
A produção começou na maternidade e como presente para amigas, mas há um mês virou renda extra
Da rua já dá para sentir o cheirinho de pão assando; ele invade a casa devagar, toma a cozinha e, quando atravessa a porta, já diz muito sobre o que acontece ali dentro. Para Thaynara Dark Mendonça, de 31 anos, fazer pão nunca foi só sobre receita; é sobre memória.
Mãe de duas meninas, Lorena, de 3 anos, e Louise, de 1 ano e 8 meses, ela encontrou na maternidade um motivo a mais para transformar farinha, água e tempo em algo maior. O objetivo era fazer as filhas lembrarem dela sempre que sentirem o cheiro de pão e criar memórias juntas na cozinha.
“Sempre me preocupei com as memórias que queria criar com elas. Quando sentirem o cheiro de um pãozinho, quero que lembrem da casa da mãe”, conta.
A cena que ela imagina e realiza é simples, mas carregada de intenção: as filhas chegando e encontrando um pão quentinho na mesa. Um gesto pequeno, desses que passam quase despercebidos no dia a dia, mas que ficam guardados.
"Sempre me preocupei com elas chegarem da escola e terem um pãozinho quentinho esperando elas. É uma alegria ver elas comendo o que eu faço".
Antes de virar renda, o pão já era afeto compartilhado. Thaynara costumava presentear amigas com focaccias e ciabattas, entregues em uma cestinha. “Gosto de presentear com algo que eu fiz. Não é questão de valor, é questão de ser especial”, diz. Foram essas mesmas amigas que insistiram para que o gesto virasse negócio: “Por que você não vende?”
A ideia demorou para virar realidade, mas agora que saiu do forno ela não quer parar. Hoje, entre uma tarefa e outra do trabalho fixo em home office e a rotina com as filhas pequenas, ela produz por encomenda, em um forninho elétrico pequeno. As receitas aprendeu sozinha na internet, sem segredo, mas com identidade.
O cardápio é enxuto, focaccia tradicional, vendida por R$ 18, pesto por R$ 15 e pão ciabatta por R$ 12. A demanda ainda é limitada, justamente porque a prioridade continua sendo o tempo dentro de casa. Ainda assim, os pedidos têm crescido.
E se tem aprovação sincera, ela vem de dentro de casa. “O que minhas filhas mais pedem é a focaccia. A Lorena também ama a ciabatta por conta do pesto”, conta. Na hora de embalar, o cuidado segue o mesmo ritual. A focaccia leva alecrim na massa e, do lado de fora, um raminho acompanha o pacote.
Confira a galeria de imagens:
Thaynara conta que é um detalhe simples, mas pensado com carinho. "Uma coisa que prezo bastente na hora de embalar pro cliente é usar o alecrim na foccacia e colocar um raminho fora. quero levar isso para os meus clientes. queeo que demostre o amor com que foi feito, que seja acolhedor. Do jeit que faço para minhas filhas quero fazer pra eles também".
Entre fornadas e brincadeiras, ela sonha com o negócio tomando forma e as filhas no meio das lembranças que vão ficar. As encomendas podem ser feitas pelo Instagram @forno.eafetoartesanal_.
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