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Sabor

Jean fez sua bike virar parada do salgado e geladão na 14 de Julho

Em frente à loja Riachuelo, a “food bike” do vendedor Jean Vargas tem matado a fome de quem passa na região

Por Clayton Neves | 09/03/2026 07:00

Uma bicicleta personalizada, com caixas térmicas, guarda-sol e até música, virou parada de lanche para quem passa pela Rua 14 de Julho. Em frente à loja Riachuelo, a “food bike” do vendedor Jean Vargas, de 42 anos, virou ponto do salgado, do geladão gourmet e de outras guloseimas que ajudam a matar a fome de quem circula pela região.

RESUMO

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Jean Vargas, de 42 anos, transformou uma bicicleta adaptada em uma "food bike" na Rua 14 de Julho, em Campo Grande. Com caixas térmicas e música ambiente, o empreendimento oferece salgados, geladão gourmet e outras guloseimas a preços acessíveis, atendendo de segunda a sábado. Após 13 anos gerenciando uma lanchonete com a esposa, Jean reinventou-se nas ruas vendendo brigadeiros. O negócio evoluiu para a atual food bike, que se tornou a principal fonte de renda familiar. Diariamente, ele pedala 25 minutos do bairro Tijuca II até o Centro para manter seu sustento.

Jean trabalha no local de segunda a sábado, sempre no período da tarde. O cardápio é acessível e tem salgados a R$ 3,50, geladão gourmet de 200 ml por R$ 10, além de suco natural de laranja, torta de frango, salada de frutas e doces.

O salgado é a novidade mais recente do negócio. Segundo Jean, a ideia de vender opções salgadas surgiu em dezembro, depois de perceber que muitos clientes queriam algo rápido para acompanhar a bebida ou o doce.

Jean fez sua bike virar parada do salgado e geladão na 14 de Julho
Jean trabalha no local de segunda a sábado, sempre no período da tarde. (Foto: Renan Kubota)

“Como a gente faz muito doce, os clientes começaram a pedir algo salgado. Aí veio a torta de frango, depois a esfirra, pão italiano com presunto, muçarela, tomate e orégano, e o enroladinho de salsicha com queijo. Foi uma parceria com um fornecedor e acabou dando certo”, conta.

Apesar da novidade, o verdadeiro carro-chefe continua sendo o geladão gourmet. Os sabores variam bastante e mudam quase todos os dias para evitar repetição. Entre os mais procurados estão maracujá com Nutella e leite Ninho com Nutella.

“Já perdi até a conta de quantos sabores a gente já fez. Tem também Oreo, paçoquinha com doce de leite, além dos de fruta, como morango, uva, maracujá e abacaxi, sempre com pedaço da fruta, geleia ou calda”, explica.

Jean fez sua bike virar parada do salgado e geladão na 14 de Julho
Geladão gourmet é o item mais pedido da food bike. (Foto: Renan Kubota)

A história do negócio começou bem antes da bicicleta. Jean e a esposa tiveram uma lanchonete por 13 anos, mas precisaram fechar o estabelecimento quando ela passou a fazer um tratamento de saúde.

Foi então que ele decidiu voltar para a rua vendendo brigadeiro gourmet. Aos poucos, o cardápio cresceu e ganhou trufas, alfajores e depois o geladão, que acabou se tornando o produto mais procurado.

“No começo eu andava pelo comércio vendendo. Ia nas lojas, no camelódromo. No final do dia sempre parava aqui na 14. Até que resolvi ficar fixo”, lembra.

Jean fez sua bike virar parada do salgado e geladão na 14 de Julho
Bicicleta foi toda adaptada para carregar lanchonete. (Foto: Renan Kubota)

A bicicleta veio depois, quase por acaso. Jean havia comprado a bike para levar e buscar o filho na escola, mas teve a ideia de transformá-la em ponto de venda.

Inspirado nas food bikes comuns em praias do litoral, ele adaptou a estrutura com caixas de isopor para armazenar os produtos, espaço para embalagens e até um pequeno sistema de som.

“Eu juntei o útil ao agradável. A bicicleta virou meio de transporte e também meu local de trabalho”, diz.

A bike tem quatro caixas, três delas para os geladões e outra para embalagens e utensílios. O guarda-sol garante sombra e a mesinha de apoio fica guardada em um comércio próximo. No fim do expediente, tudo é desmontado e levado embora.

Jean fez sua bike virar parada do salgado e geladão na 14 de Julho
Geladão gourmet de 200 ml custa R$ 10. (Foto: Renan Kubota)

Morador do bairro Tijuca II, Jean pedala cerca de 25 a 35 minutos até o Centro todos os dias. Apesar de parecer pesada, ele garante que a bicicleta é leve e bem ajustada. ‘Ela tem marcha boa, pneus bons e eu faço manutenção sempre. O pessoal acha que é pesada, mas é tranquila”, comenta.

Hoje, a pequena estrutura sobre duas rodas é a principal fonte de renda da família. Jean vive do negócio ao lado da esposa e do filho, que está prestes a completar 14 anos.

“É daqui que sai o sustento da casa: água, luz, internet, lazer. É o nosso salário. Trabalhar na rua é ter meta todo dia, correr atrás. Mas graças a Deus está dando para manter a família”, finaliza.

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