Para ajudar tia na venda de doces, vale até rodar a cidade de Chapolin
A ideia era alcançar o público infantil, mas como o personagem é antigo, acabou atingindo os adultos
Vestido de Chapolin Colorado, Luis Fernando Lopes, de 17 anos, percorre ruas e comércios de Campo Grande para ajudar a tia a vender doces. Entre fotos, brincadeiras e até alguns passinhos de dança, o adolescente acabou chamando mais atenção do que imaginava e virou figura conhecida por onde passa.
RESUMO
Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!
Vestido de Chapolin Colorado, o adolescente Luis Fernando Lopes, de 17 anos, virou atração nas ruas de Campo Grande ao vender tortas fantasiado do personagem mexicano. A ideia surgiu da tia Débora Regina Lopes, que já vendia doces com os sobrinhos e apostou na fantasia para atrair clientes. O efeito superou as expectativas e conquistou adultos e crianças. As tortinhas são vendidas em diversos sabores por diferentes pontos da cidade.
A iniciativa surgiu como uma forma de atrair clientes e conta com o apoio da família. Prestes a completar 18 anos, Luis trabalha apenas em horários que não interferem na rotina escolar e concilia as vendas com os estudos.
“Para falar bem a verdade, está sendo uma aventura bem maluca. Bem diferente do público que eu queria, porque o foco eram as crianças, mas acabou pegando mais os adultos. Então virei febre”, diz.
Aluno do terceiro ano do ensino médio, ele garante que consegue manter a rotina sem dificuldades. “Eu durmo, vou para a escola e tenho meu tempo de descanso e lazer com meus amigos. Está bem tranquilo”, relata.
A ideia de colocar o sobrinho fantasiado partiu da tia, Débora Regina Lopes, de 46 anos. Ela já vendia doces com outro sobrinho quando decidiu apostar em um personagem para chamar a atenção dos clientes. “Eu vendia os doces com o meu sobrinho mais velho. Depois, o Luis veio trabalhar com a gente e surgiu a ideia de vender fantasiado. A gente não sabia qual personagem escolher, foi buscando vários super-heróis até chegar no Chapolin”, conta.
A expectativa era conquistar principalmente as crianças, mas quem mais entrou na brincadeira foram os adultos. “A ideia no começo era atingir o público infantil, mas como o personagem é antigo, acabou atingindo os dois: os mais velhos e as crianças”, explica.
A interação virou parte essencial do trabalho. Em restaurantes, comércios e pontos movimentados, o personagem não passa despercebido. “O tempo inteiro o pessoal pede foto, tanto crianças quanto adultos. Tem lugar com música ao vivo que pedem para ele dançar. Aí ele vai, dança, interage e estimula as pessoas a comprar”, relata Débora.
Antes da fantasia, o negócio começou de forma despretensiosa. Débora trabalhava como motorista de aplicativo quando recebeu um convite para vender cestas no Dia dos Namorados. “A gente fez as cestas e vendeu tudo. Foi onde eu vi que o negócio dava resultado. Aí comecei a fazer os doces e chamei meus sobrinhos para trabalhar comigo”, lembra.
Apesar de ter começado com o morango do amor, hoje o foco são tortinhas, com sabores como limão, maracujá, banoffee, prestígio e Ninho com geleia de morango. As vendas acontecem em diferentes pontos da cidade, de regiões centrais até a saída para Sidrolândia. “A nossa rota é grande. A gente não sai para ver se vende, a gente sai para vender”, resume.
Acompanhe o Lado B no Instagram @ladobcgoficial, Facebook e X. Tem pauta para sugerir? Mande nas redes sociais ou no Direto das Ruas através do WhatsApp (67) 99669-9563 (chame aqui).
Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para entrar na lista VIP do Campo Grande News.




