ACOMPANHE-NOS     Campo Grande News no Facebook Campo Grande News no X Campo Grande News no Instagram Campo Grande News no TikTok Campo Grande News no Youtube
SETEMBRO, SEXTA  11    CAMPO GRANDE 24º

Economia

Preços recuam 0,20%, mas inflação ainda pesa na Capital

Energia elétrica, combustíveis e alimentos puxaram a queda nacional, enquanto cigarro subiu quase 20%

Por José Cândido | 11/09/2026 16:00
Preços recuam 0,20%, mas inflação ainda pesa na Capital
Prateleiras de hortifrúti em supermercado: queda nos preços de legumes e verduras ajudou a aliviar a inflação em agosto. (Foto Campo Grande News)

O custo de vida caiu 0,20% em Campo Grande em agosto, mas o alívio no bolso ainda é insuficiente para apagar a alta acumulada ao longo do ano. A inflação na Capital chega a 3,79% em 2026 e a 4,69% nos últimos 12 meses, acima da média nacional, segundo dados divulgados pelo IBGE.

RESUMO

Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!

O custo de vida em Campo Grande caiu 0,20% em agosto, mas a inflação acumulada no ano chega a 3,79% e a 4,69% em 12 meses, acima da média nacional de 4,22%. No Brasil, o IPCA recuou 0,32%, puxado pela queda de 7,63% na energia elétrica. Alimentos como batata, cenoura e tomate também ficaram mais baratos, enquanto cigarro subiu 19,59%. O INPC em Campo Grande acumula alta de 4,73% em 12 meses.

No Brasil, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), considerado a inflação oficial do país, recuou 0,32% em agosto. Foi a primeira queda após a pequena alta de 0,07% registrada em julho. No ano, o índice nacional acumula avanço de 3,11% e, em 12 meses, de 4,22%.

Os números mostram que os preços diminuíram em agosto, mas não significam que a vida esteja mais barata do que há um ano. Em Campo Grande, a inflação acumulada em 12 meses supera em 0,47 ponto percentual a média brasileira.

A queda nacional foi puxada principalmente pela conta de energia elétrica residencial, que ficou 7,63% mais barata. O resultado teve influência do Bônus de Itaipu, creditado nas faturas emitidas durante agosto. Mesmo assim, permaneceu em vigor a bandeira tarifária amarela, com cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora consumidos.

Com a redução da energia, o grupo Habitação recuou 1,87%, o menor resultado para um mês de agosto desde a implantação do Plano Real. Transportes também ajudaram a segurar a inflação, com queda de 0,86%. As passagens aéreas ficaram 13,17% mais baratas, enquanto os combustíveis recuaram 0,91%.

Entre os combustíveis, o etanol caiu 3,95%, seguido pelo óleo diesel, com redução de 0,80%, e pela gasolina, com 0,59%. As viagens por aplicativo ficaram 4,57% mais baratas. Na direção contrária, o gás veicular subiu 2,62%.

A alimentação dentro de casa apresentou redução de 0,61%. A batata-inglesa liderou as quedas, com 19,89%, seguida pela cenoura, cebola e tomate, todos com recuos superiores a 10%. Também ficaram mais baratos os ovos, com queda de 4,15%, e o café moído, com 1,86%.

Nem todos os produtos deram trégua ao consumidor. O leite longa vida subiu 1,78%, as frutas ficaram 0,84% mais caras e as carnes avançaram 0,61%. Comer fora de casa também continuou pesando no orçamento, embora em ritmo menor: a alimentação fora do domicílio subiu 0,36%.

O maior aumento do mês ocorreu no grupo Despesas pessoais, com alta de 1,30%. O cigarro disparou 19,59% e respondeu sozinho por boa parte da pressão inflacionária de agosto.

A deflação também chegou com menor intensidade às famílias de renda mais baixa. O INPC, índice que acompanha o custo de vida de famílias com renda de até cinco salários mínimos, caiu 0,20% em Campo Grande. Apesar disso, acumula alta de 4% no ano e de 4,73% em 12 meses na Capital. No país, os avanços são menores: 3,17% no ano e 3,98% em 12 meses.

O resultado de agosto traz algum fôlego para o orçamento doméstico, especialmente nas contas de energia, transporte e alimentação. Mas, em Campo Grande, o custo de vida acumulado continua avançando acima da média brasileira — sinal de que um mês de preços menores ainda não é suficiente para aliviar de forma duradoura o bolso do consumidor.