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Lado Rural

Arroba do boi em MS atinge em abril maior valor da série histórica

Alta reflete retenção de oferta no ciclo pecuário, mesmo com pressão baixista no mercado

Por Anderson Viegas | 22/05/2026 12:41
Arroba do boi em MS atinge em abril maior valor da série histórica
Apesar da alta em abril, consultorias do setor avaliam que o mercado físico do boi gordo ainda enfrenta pressão baixista no curto prazo (Foto: Arquivo)

O valor médio pago pela arroba do boi gordo em Mato Grosso do Sul alcançou R$ 348,65 em abril de 2026, maior valor nominal médio de toda a série histórica acompanhada pelo Sistema Famasul. Os dados são dos frigoríficos do Estado e foram elaborados pelo DETEC (Departamento Técnico) da entidade.

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A arroba do boi gordo em Mato Grosso do Sul atingiu R$ 348,65 em abril de 2026, maior valor nominal da série histórica do Sistema Famasul, alta de 4,79% em relação a março. No comparativo anual, a valorização foi de 11%. Para maio, consultorias preveem acomodação ou leve recuo nos preços, devido ao aumento da oferta de animais e ao enfraquecimento do consumo doméstico de carne bovina.

Na comparação com março deste ano, quando a arroba estava cotada em R$ 332,72, a alta foi de 4,79%. Já a arroba da vaca passou de R$ 306,70 para R$ 318,01, avanço de 3,69%, enquanto a novilha saiu de R$ 316,91 para R$ 330,62, aumento de 4,33%.

Em relação ao mesmo período do ano passado, as cotações apresentaram valorização de 11% para o boi gordo, 6% para a vaca e 8% para a novilha.

Mesmo com o recorde nominal, o valor deflacionado da arroba do boi em abril de 2026 permanece abaixo do pico registrado em 2021, considerado o teto histórico real dos últimos cinco anos. Ainda assim, os preços seguem acima da média histórica e também superiores aos registrados em abril de 2025.

A valorização da arroba ocorre em meio ao atual momento do ciclo pecuário brasileiro. Após anos de maior descarte de fêmeas e ampliação da oferta de animais, o mercado entrou em fase de retenção, reduzindo gradualmente a disponibilidade de bovinos terminados para abate e sustentando preços mais elevados.

Apesar disso, consultorias do setor avaliam que o mercado físico do boi gordo ainda enfrenta pressão baixista no curto prazo. Segundo a Agrifatto, o aumento da oferta de animais terminados, impulsionado pela perda de qualidade das pastagens com a chegada do outono, somado ao enfraquecimento do consumo doméstico de carne bovina na segunda quinzena do mês, tem limitado movimentos mais intensos de valorização.

A expectativa para maio é de acomodação ou leve recuo nos preços. Historicamente, o mês costuma registrar valores médios inferiores aos de abril devido ao aumento da oferta de animais acabados, cenário que tende a pressionar as cotações da arroba.