Chuva mantém colheita lenta e milho avança só 0,7% em MS
Levantamento aponta atraso de 5,5 pontos percentuais em relação à safra passada
A colheita do milho segunda safra 2025/2026 alcançou 0,7% da área cultivada em Mato Grosso do Sul até a quarta semana de junho, informa a Aprosoja (Associação dos Produtores de Soja e Milho) em levantamento divulgado nesta terça-feira (30).
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Conforme o documento, o avanço ocorreu de forma lenta por causa do excesso de chuva nas principais regiões produtoras e ampliou o atraso para 5,5 pontos percentuais em relação ao mesmo período da safra passada.
Na semana anterior, o levantamento apontava que apenas 0,2% da área havia sido colhida, com defasagem de 4,1 pontos percentuais na comparação anual.
Segundo o coordenador técnico da Aprosoja, Gabriel Balta, o ritmo abaixo do registrado no ciclo anterior ainda está dentro do esperado para esta época do ano, quando a umidade dos grãos costuma retardar o início da colheita.
"Apesar do atraso na colheita em função das chuvas, esse comportamento ainda está dentro do esperado para o período, quando a umidade dos grãos costuma atrasar o início dos trabalhos. Entre os dias 24 e 26 de junho, foram registrados episódios de geada no município de Aral Moreira. Até o momento, a estimativa preliminar indica que os danos atingiram lavouras que estavam entre os estádios reprodutivos R3 e R4, fases mais sensíveis ao frio intenso. Os impactos, no entanto, devem ficar restritos a, no máximo, 5% da área cultivada no município, caracterizando uma ocorrência localizada", afirmou.
O levantamento também mostra que 70,8% das lavouras de milho apresentam boas condições de desenvolvimento em Mato Grosso do Sul. Outras 18,3% estão em condição regular e 10,9% foram classificadas como ruins.
A região norte concentra o melhor desempenho, com 88% das áreas em boas condições, enquanto a região central reúne o maior percentual de lavouras consideradas ruins, com 22%.
Para a segunda safra 2025/2026, a Aprosoja estima área cultivada de 2,206 milhões de hectares, crescimento de 3% em relação à média das últimas cinco safras. A produtividade média projetada é de 84,2 sacas por hectare, resultado 22,4% inferior ao registrado anteriormente.
Com isso, a produção deve alcançar 11,139 milhões de toneladas, volume 20,1% menor que o obtido na safra passada.


