Primeiro datacenter de MS inicia testes para minerar bitcoin com energia da cana
Unidade da Tether em Ivinhema usará bioeletricidade da Adecoagro para gerar até 100 moedas digitais por ano

O primeiro datacenter de Mato Grosso do Sul voltado à mineração de bitcoin entra em operação em fase de testes nesta quarta-feira (1º). Instalada na unidade da Adecoagro, em Ivinhema, a estrutura da Tether, uma das maiores empresas globais do setor de criptomoedas, utilizará energia renovável produzida a partir da biomassa da cana-de-açúcar para gerar ativos digitais.
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O primeiro datacenter de Mato Grosso do Sul voltado à mineração de bitcoin começa a operar em testes nesta quarta-feira, em Ivinhema, na unidade da Adecoagro. O projeto da Tether usa energia renovável da biomassa da cana-de-açúcar, ocupa 2.860 metros quadrados, reúne 1.280 equipamentos e consome 10 MW. A operação inicial pode gerar até 100 bitcoins por ano e tem potencial de expansão para 40 MW.
O projeto representa uma nova etapa na estratégia de transformar excedentes de bioeletricidade em uma nova fonte de receita. Em vez de destinar toda a energia gerada ao mercado elétrico, parte da produção será utilizada para abastecer os equipamentos responsáveis pela mineração de bitcoin.
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A Tether tornou-se controladora da Adecoagro em abril de 2025, quando concluiu a aquisição de 70% das ações da companhia. Desde então, passou a integrar a capacidade de geração de energia renovável da empresa bioenergética à sua estratégia global de expansão em infraestrutura tecnológica e ativos digitais.
Segundo a Adecoagro, esta primeira etapa compreende a validação de todos os sistemas do datacenter. A expectativa é de que a unidade esteja operando próxima da capacidade máxima nas próximas semanas.
Os detalhes do empreendimento foram apresentados no início de junho, durante o evento Raízes do Futuro: Tecnologia e Inovação, pelo gerente de projetos da Adecoagro, Matheus Lechuga.
De acordo com ele, o datacenter ocupa uma área de 2.860 metros quadrados dentro da usina bioenergética de Ivinhema. A estrutura reúne 1.280 equipamentos de mineração, que consumirão 10 megawatts (MW) de potência, volume equivalente a aproximadamente 86.700 megawatts-hora (MWh) por ano. A operação contará com uma equipe de dez colaboradores e terá capacidade para produzir até 100 bitcoins por ano.
A infraestrutura já foi dimensionada para futuras ampliações e poderá atingir consumo de até 40 MW, quadruplicando a capacidade instalada.
Considerando a cotação do bitcoin registrada nesta terça-feira (30), de aproximadamente US$ 58,9 mil por unidade, o equivalente a cerca de R$ 306,6 mil, a capacidade inicial do empreendimento representa um potencial de geração de aproximadamente US$ 5,9 milhões, ou R$ 30,7 milhões em bitcoins por ano. O valor corresponde à receita bruta potencial da produção e pode variar conforme a cotação da criptomoeda, a dificuldade de mineração da rede e os custos operacionais da atividade.

