Iagro investiga morte de aves depois de calor extremo no fim de semana
Em contato com a cooperativa Camva, a cooperativa negou qualquer prejuízo provocado pelo calor

A temperatura, que ultrapassou os 40°C em Mato Grosso do Sul no fim de semana, pode ter provocado a morte de aves em granjas na região de Terenos. A Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal) apura o caso, mas não dá detalhes sobre a investigação. Já a principal cooperativa do município nega ter registrado mortandade.
RESUMO
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A Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal) apura a suspeita de morte de aves em granjas de Mato Grosso do Sul, principalmente em Terenos, após temperaturas acima de 40ºC registradas pelo Inmet no fim de semana. A cooperativa Camva negou prejuízos, mas um produtor da região confirmou mortes em sua granja. Segundo ele, ventiladores e nebulizadores não têm dado conta do calor, e muitos criadores não informam os casos.
Responsável pelo PNSA (Programa Nacional de Sanidade Avícola) da agência, Kamilla Luca informou que a situação está sendo verificada. “A equipe da Iagro está apurando a informação junto à RT [responsável técnica] da cooperativa”, afirmou, referindo-se à Camva (Cooperativa Agrícola Mista de Várzea Alegre), localizada no município vizinho a Campo Grande.
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O Campo Grande News esteve na sede da cooperativa, mas funcionários não quiseram falar sobre a suspeita.
Mais cedo, um produtor da região confirmou ter perdido aves. O criador, que pediu para não ter o nome divulgado, afirmou à reportagem que houve mortes em sua granja durante o fim de semana, mas disse não saber precisar quantas. “Estamos apurando”, afirmou. Segundo ele, a orientação recebida da Iagro foi para não falar publicamente sobre o assunto.
O produtor ressaltou que, em períodos de temperaturas tão elevadas, ventiladores e nebulizadores, equipamentos comuns nas granjas para amenizar o calor, podem não ser suficientes para manter condições adequadas para as aves, que acabam sucumbindo às altas temperaturas.
Ele relatou ainda que muitos produtores não informam episódios do tipo ocorridos em suas propriedades porque preferem resolver o problema internamente.
No fim da tarde, porém, o gerente da cooperativa, Alexandre de Souza, de 45 anos, disse ao Campo Grande News que visitou pessoalmente todos os locais de coleta de ovos e não encontrou animais mortos. Ainda assim, a Iagro mantém a apuração.
Jean Zimmer, presidente da Avimasul (Associação de Avicultura de Mato Grosso do Sul), afirmou não ter conhecimento de qualquer mortandade de aves e orientou a reportagem a procurar a Iagro.
A morte de aves destinadas à produção de ovos pode ocorrer durante períodos de calor intenso porque, dependendo das condições de temperatura e umidade, ventiladores e nebulizadores podem não ser suficientes para reduzir o estresse térmico. As aves não possuem glândulas sudoríparas e, portanto, não transpiram como os seres humanos para dissipar o calor.
Em ambientes com umidade elevada, a perda de calor também pode ficar prejudicada. Somada à grande concentração de animais em um mesmo espaço, a situação pode criar um microclima sufocante dentro dos galpões e levar aves à morte em curto período, conforme informações reunidas em ferramentas de pesquisa.
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