Porca dá à luz 33 leitões em granja de MS e mobiliza força-tarefa
Parto em Itaporã durou 5 horas e surpreendeu produtores experientes da suinocultura
O que parecia mais um parto de rotina na Granja São Sebastião, em Itaporã, no Sul de Mato Grosso do Sul, acabou se transformando em uma situação incomum até para profissionais experientes da suinocultura. Uma única matriz deu à luz 33 leitões em um mesmo parto, mobilizando a equipe da propriedade em um trabalho integrado para garantir a sobrevivência dos animais.
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Uma porca deu à luz 33 leitões em um único parto na Granja São Sebastião, em Itaporã, no Mato Grosso do Sul, sendo 29 vivos e quatro natimortos. A média nas granjas é de 16 leitões por gestação. A equipe precisou adaptar o manejo, transferindo parte dos filhotes para outra matriz. Segundo especialistas, genética, nutrição e manejo adequados explicam o resultado, mas o caso segue fora do comum, embora já existam registros de até 45 leitões.
Segundo publicação no Canal Rural, foram 116 dias de gestação até o nascimento dos leitões. Ao fim do parto, que durou cerca de 5 horas, nasceram 29 filhotes vivos e quatro natimortos. O número impressiona porque a média registrada nas granjas costuma girar em torno de 16 leitões vivos por gestação.
O proprietário da granja, Rafael Vieceli, em entrevista ao portal, conta que a equipe percebeu rapidamente que o parto seria diferente do habitual. Conforme os leitões continuavam nascendo, o clima passou a ser de surpresa e atenção redobrada.
“Quando passou dos 24 leitões, todo mundo começou a acompanhar a contagem. Foi um parto que exigiu muito cuidado da equipe”, relatou em entrevista.
Segundo ele, apesar de a granja já ter registrado partos numerosos anteriormente, nunca havia ocorrido um caso semelhante, principalmente envolvendo uma leitoa de primeiro parto.
Mãe de Leite - A Granja São Sebastião trabalha com cerca de 3,7 mil matrizes e precisou adaptar rapidamente o manejo para atender à quantidade incomum de leitões. Como uma porca normalmente possui entre 12 e 18 mamas, parte dos filhotes foi transferida para outra matriz, procedimento conhecido como “mãe de leite”.
Em entrevista ao Canal Rural, a extensionista rural Gabriela Rosa explica que o nascimento acima da média é resultado de um conjunto de fatores ligados à evolução da atividade.
“Genética, nutrição adequada e manejo bem executado fazem diferença. Hoje existem fêmeas hiperprolíferas, mas é preciso oferecer condições para que elas consigam expressar esse potencial”, afirmou.
Manejo - Logo após o nascimento, os leitões foram numerados individualmente, prática já utilizada na rotina da granja para organizar o manejo. A identificação ajuda a equipe a controlar quais animais nasceram primeiro e garantir que todos recebam colostro nas primeiras horas de vida.
Para manter os leitões aquecidos, foram utilizados sistemas extras de aquecimento, enquanto os animais eram revezados entre a mamada e o escamoteador aquecido.
“O principal nesse momento é garantir aquecimento e ingestão de colostro. Em leitegadas muito grandes, o manejo precisa ser ainda mais cuidadoso”, explicou Gabriela.
Após as primeiras horas de alimentação, alguns leitões puderam ser encaminhados para outra matriz, permitindo melhores condições de amamentação.
Fato raro - Embora o caso tenha repercutido pelo número de filhotes, Gabriela afirma que o aumento da produtividade vem acompanhando a evolução genética e estrutural das granjas brasileiras.
“No começo dos anos 2000, partos com mais de 20 leitões eram raros. Hoje já são situações mais frequentes, porque houve avanço em ambiência, instalações, nutrição e bem-estar animal”, disse.
Ela ressalta, no entanto, que o caso registrado em Itaporã continua sendo considerado fora do comum. Apesar disso, não chega a ser recorde nacional. Segundo a extensionista, já houve registros de matrizes com até 45 leitões.
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