Quase um terço das lavouras de milho já perdeu qualidade
Avanço de pragas, doenças e outros fatores que reduzem o potencial produtivo na 2ª safra
Quase um terço das lavouras da segunda safra de milho de Mato Grosso do Sul já perdeu qualidade e potencial produtivo. Na terceira semana de junho, 29,2% das áreas cultivadas foram classificadas como regulares ou ruins, enquanto 70,8% permanecem em boas condições.
RESUMO
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Levantamento da Aprosoja/MS e do Sistema Famasul aponta que 29,2% das lavouras de milho da segunda safra em Mato Grosso do Sul apresentam algum comprometimento na terceira semana de junho, sendo 18,3% classificadas como regulares e 10,9% como ruins. A região Centro concentra o pior cenário, com 23,8% das áreas em condição ruim. A produção estimada é de 11,139 milhões de toneladas em 2,206 milhões de hectares.
As perdas se concentram principalmente na região Centro do Estado, onde quase uma em cada quatro lavouras (23,8%) foi classificada como ruim. O levantamento também aponta risco de estiagem e de geadas na fase final do ciclo da cultura, fatores que podem comprometer ainda mais a produtividade.
Os dados constam em boletim semanal divulgado pela Aprosoja (Associação dos Produtores de Soja e Milho). Do total das áreas avaliadas, 18,3% receberam classificação regular e 10,9% foram enquadradas como ruins. A avaliação considera o potencial produtivo das lavouras.
As áreas classificadas como ruins apresentam alta incidência de pragas, doenças e plantas daninhas, além de falhas no estande, desfolhamento, enrolamento das folhas e amarelamento precoce das plantas. Já as lavouras consideradas regulares apresentam parte desses problemas em menor intensidade, enquanto as áreas classificadas como boas mantêm plantas saudáveis e maior capacidade de produção.
Entre as oito regiões monitoradas, a região Centro registra a situação mais crítica. Apenas 57,9% das lavouras estão em boas condições, enquanto 18,2% foram classificadas como regulares e 23,8% como ruins, o maior percentual do Estado.
A região Sul-Fronteira aparece em seguida, com 17,7% das áreas em condição ruim, seguida pelo Sudoeste, com 10%. No sentido oposto, a região Norte lidera em qualidade, com 92,1% das lavouras classificadas como boas, à frente do Nordeste, com 82,9%.
Os dados por município reforçam o cenário na região Centro. Em Rio Brilhante, apenas metade das lavouras permanece em boas condições. Outros 25% das áreas são classificadas como regulares e 25% como ruins. Em Sidrolândia e Nova Alvorada do Sul, um quarto das lavouras recebeu a pior classificação. Campo Grande e Dois Irmãos do Buriti registram 20% das áreas em condição ruim.
Na região Sul, 31% das lavouras foram classificadas como regulares, o maior percentual do Estado nessa categoria. Apesar disso, 64,1% das áreas seguem em boas condições e apenas 4,9% são consideradas ruins. No Oeste, 79,4% das lavouras permanecem em boas condições, enquanto 12,9% são regulares e 7,7% ruins. Já no Sudoeste, 73,6% das áreas foram classificadas como boas, 16,4% como regulares e 10% como ruins.
Mesmo com o avanço das áreas que perderam qualidade, a estimativa da segunda safra foi mantida em 2,206 milhões de hectares cultivados. A produtividade média prevista é de 84,2 sacas por hectare, com produção estimada em 11,139 milhões de toneladas.


