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Meio Ambiente

Ao avaliar estragos na Serra do Amolar, equipe encontra ninho de tuiuiú queimado

Equipes estão no local para levantar os danos causados à fauna e flora com fogo que começou em 27 de janeiro

Por Idaicy Solano | 08/02/2024 08:36

Com focos isolados, o fogo segue na região da Serra do Amolar, no Pantanal de Mato Grosso do Sul, localizada a 700 quilômetros de Campo Grande. Nesta quarta-feira (7), dois pontos foram registrados pelo monitoramento do IHP (Instituto Homem Pantaneiro). O trabalho que verifica os estragos na região já registrou imagens que preocupam.

Ninho de tuiuiú foi consumido pelo fogo, ele era monitorado pela equipe do IHP, na Serra do Amolar. "Na foto acima, como o local era registrado. Abaixo, o cenário mudou após o fogo, que teve início em 27/1", informou a entidade sobre imagem registrada ontem (7).

No entanto, os membros da equipe que saiu a campo não encontraram "sinal que as aves morreram. O fogo foi controlado, mas ainda não acabou e havia focos", divulgou o IHP.

Imagem de área onde ninho de tuiuiús ficava. (Foto: Assessoria IHP)
Imagem de área onde ninho de tuiuiús ficava. (Foto: Assessoria IHP)

Nesta semana, chuvas na região ajudaram a controlar o fogo. Por isso, o biólogo Wener Hugo Moreno e o médico-veterinário Geovani Tonolli iniciaram o monitoramento na região para buscar indícios do impacto do fogo na fauna.

As condições permitem que comece avaliação dos estragos no local que abriga 132 espécies de aves, além de 14 espécies da herpetofauna (jacaré, lagartos, sapos, perereca) e 30 espécies de mamíferos. Dessas, 11 estão ameaçadas segundo a lista do MMA 2022 e IUCN (mamíferos e aves), com onça-pintada, anta, queixada, tamanduá-bandeira, tatu-canastra, mutum-de-penacho, ariranha, gato mourisco

Quando isso é fracionado, fica mais claro o cenário da biodiversidade no Amolar. São 42 de abelhas, aproximadamente 82 de aranhas, 62 de borboletas, 120 de formigas, 420 de besouros, 24 de libélulas, 71 de percevejos e 40 espécies de vespas.

O IHP usa armadilhas fotográficas, drone, monitoramento em tempo real por meio do sistema Pantera, entre outras técnicas e equipamentos. “Ainda não há prazo definido para obter resultados do monitoramento, mas se espera que haverá indícios sendo identificados nos próximos dias”, informou a assessoria do Instituto.

Apoio - Segundo o tenente Cortês, do 3° GBM (Grupamento Bombeiro Militar), nas últimas 24 horas foram atendidas seis ocorrências operacionais, uma vistoria técnica e um apoio na região do Amolar.

O tenente diz que o fogo está controlado, e apenas apresenta fumaça em locais de difícil acesso. Uma guarnição, composta por quatro bombeiros militares, ajuda no monitoramento do incêndio florestal que teve início em 27 de janeiro.

“Foi enviado ontem, no período vespertino, mais apoio com combustível, para que possa fazer monitoramento em outra área da região do Amolar”, informou o tenente.

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