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Meio Ambiente

Após 4 casos, a explicação: "briga" entre ouriço-caixeiro e cães é comum

Por Nicholas Vasconcelos | 30/08/2012 19:26
Rottweiler de Dourados depois de encontro com ouriço-cacheiro no distrito de Guassu. (Foto: Dourados Agora)
Rottweiler de Dourados depois de encontro com ouriço-cacheiro no distrito de Guassu. (Foto: Dourados Agora)

Depois de quatro casos de briga entre cães e ouriços-cacheiros, fica a impressão de que o encontro entre esses animais tem se tornado cada vez mais comum em Mato Grosso do Sul. Em menos de duas semanas foram quatro "encontros" entre esses mamíferos em Coxim, São Gabriel do Oeste e dois em Dourados.

O ultimo caso foi registrado na madrugada desta quinta-feira (30), quando dois cães da raça rottweiler enfrentaram um ouriço-cacheiro em uma fazenda do município. Um cão recebeu quatro espinhos e o outro acabou atingido por mais de 1,5 mil deles.

O cão ferido em Dourados nesta noite foi levado para uma clínica veterinária, onde os espinhos foram retirados. De acordo com o Dourados Agora, o encontro desastroso foi no distrito de Guassu e o rottweiler foi atendido e não corre risco de morte. Não há informações sobre o ouriço.

Especialista em atender animais silvestres debilitados, o coordenador do Cras (Centro de Recuperação de Animais Silvestres), Elson Borges, explica que esse tipo de encontro entre o ouriço e animais que o ameaçam é comum na natureza. Os confrontos têm ganhado mais destaque porque nas cidades a divulgação acaba maior.

“Temos observado que os locais onde ocorrem esses encontros ficam próximo ao mato ou terrenos baldios, na verdade é a gente invadindo o espaço do ouriço”, explicou.

Elson lembra ainda que a proximidade com a Primavera faz com que os ouriços andem mais, em busca de parceiros para a reprodução e a medida que eles andam, eles podem acabar entrando em uma casa. “Até outubro e novembro eles estão em busca de parceiros”.

De comportamento dócil e com pouca velocidade, o ouriço-cacheiro não oferece risco algum se não for confrontado. Os espinhos são pelos modificados, única forma de defesa do animal.

A orientação da PMA (Polícia Militar Ambiental) é de que caso um ouriço seja encontrado em propriedades rurais ou em estradas, as pessoas se afastem e deixem que o bicho volte para o mato. “O problema é o cachorro, que vai querer atacar o animal e vai acabar se machucando”, afirma o Major Edimilson Queiroz.

No caso de encontros na cidades, a orientação é ligar para a PMA para que se faça a captura do mamífero. A preocupação é com o risco que os animais silvestres sofrem no ambiente urbano, assim como o risco que existe para as pessoas no contato com eles.

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