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Meio Ambiente

Brigadas do Pantanal aprendem a usar fogo controlado para prevenir incêndios

Capacitação do Ibama reúne comunidades e adota manejo integrado para reduzir riscos

Por Anderson Viegas | 13/06/2026 10:42
Brigadas do Pantanal aprendem a usar fogo controlado para prevenir incêndios
Treinamento de brigadistas no Pantanal (Foto: Ecoa/Divulgação)

Brigadas comunitárias do Pantanal de Mato Grosso do Sul estão sendo treinadas para utilizar o fogo como ferramenta de prevenção e combate aos incêndios florestais no bioma. A capacitação em MIF (Manejo Integrado do Fogo) começou neste sábado (13) e segue até o dia 27 de junho, com atividades na Serra do Amolar e nas comunidades Binega, Paraguai Mirim, Ilha do Baguari e Barra do São Lourenço.

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Brigadas comunitárias do Pantanal de Mato Grosso do Sul recebem treinamento em Manejo Integrado do Fogo, coordenado pelo Prevfogo, para prevenção e combate a incêndios florestais. As ações ocorrem até 27 de junho na Serra do Amolar, Paraguai Mirim e outras comunidades, com técnicas como queima prescrita e abertura de aceiros. O governo estadual decretou emergência ambiental diante do risco do El Niño e reforçou o planejamento para a estiagem.

 O treinamento é coordenado pelo Prevfogo (Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais), do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), e inclui técnicas como queima prescrita, abertura de aceiros, roçadas e outras medidas preventivas voltadas à redução do risco de incêndios florestais.

A operação está dividida em duas etapas. Entre os dias 13 e 17 de junho, os trabalhos se concentram na região do Amolar, com abertura de aceiros e treinamento em queima prescrita. Já entre os dias 18 e 23 de junho, as ações serão realizadas no Paraguai Mirim, com abertura de aceiros em áreas comunitárias e na escola local.

No Paraguai Mirim, a intervenção ficará restrita à abertura de aceiros e ao manejo da vegetação. A região possui áreas de turfa, material orgânico que pode permanecer em combustão abaixo da superfície por longos períodos, dificultando a detecção e o controle dos incêndios. Por esse motivo, segundo a coordenação da capacitação, as estratégias adotadas no local diferem das previstas para a região do Amolar.

 Participam do treinamento as brigadas comunitárias do Amolar, Binega, Paraguai Mirim, São Lourenço e Ilha do Baguari, esta última formada exclusivamente por mulheres. A atuação dessas equipes é resultado de um processo de formação e fortalecimento comunitário desenvolvido nos últimos anos por instituições como a ONG Ecoa (Ecologia e Ação) em diferentes regiões do Pantanal.

Alerta por causa do El Niño

No início de junho, o Governo de Mato Grosso do Sul decretou situação de emergência ambiental como forma de reforçar o planejamento para enfrentar possíveis eventos climáticos extremos. Segundo o secretário estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Artur Falcette, a medida é adotada quando há expectativa de condições fora da normalidade, como a possibilidade de atuação do fenômeno El Niño neste ano, permitindo ampliar a capacidade de resposta do poder público.

 “Essa é uma ferramenta que utilizamos em anos em que temos a expectativa de alguma coisa muito fora da normalidade. Ela permite duas coisas importantes. Primeiro, que solicitemos à Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública), onde está o Corpo de Bombeiros, que reveja o planejamento para o ano”, afirmou.

 O secretário destacou ainda que o decreto facilita o acesso a recursos federais por meio da Defesa Civil Estadual, caso seja necessário enfrentar situações de maior gravidade.  “Se tivermos algum evento mais extremo causado por esse El Niño, conseguimos ter um fluxo mais rápido para fazer a adesão, receber os recursos, realizar contratações, receber equipamentos, enfim, o que for preciso”, disse.

 Verruck acrescentou que o Governo do Estado intensificou o planejamento para o período de estiagem. De acordo com ele, o Cicoe (Centro Integrado de Coordenação Estadual) tem realizado reuniões mais frequentes, reunindo as forças de segurança para avaliar cenários e monitorar continuamente a situação no Pantanal.