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Meio Ambiente

Chuva destampa velhos problemas: bocas-de-lobo transbordam o lixo da cidade

Por Paula Maciulevicius | 14/11/2011 20:10

Prefeitura investiu mais de R$ 2 milhões em projeto de limpeza de córregos que tenta dar vazão ao lixo jogado pelas ruas

Plástico e papel. A sujeira de hoje é o que desce pelas galerias pluviais. (Foto: Simão Nogueira)
Plástico e papel. A sujeira de hoje é o que desce pelas galerias pluviais. (Foto: Simão Nogueira)
Entope bocas-de-lobo e faz água transbordar em épocas de chuva. (Foto: Alessandro Moretti)
Entope bocas-de-lobo e faz água transbordar em épocas de chuva. (Foto: Alessandro Moretti)

De praxe, é só começar a chover que vêm à tona os antigos problemas de sujeira nas galerias pluviais da cidade. Bocas-de-lobo estourando em água e formando pontos de alagamentos pelas ruas.

Em prática desde 2009, a prefeitura investiu mais de R$ 2 milhões no projeto Córrego Limpo, que como o nome mesmo já diz, promove a limpeza dos córregos centrais, ajudando no escoamento das chuvas e reduzindo transtornos por alagamento.

O montante gasto desde então parece não conseguir dar vazão a toda sujeira provocada pelos próprios campo-grandenses. Fotos tiradas nesta segunda-feira mostram a força da água transbordando na avenida Nelly Martins.

“Uma bituca de cigarro jogada nos bueiros e bocas-de-lobo já vai para o córrego. Acaba causando problemas da vazão da água na superfície”, explica o secretário de municipal de Meio Ambiente, Marcos Cristaldo.

O problema se agrava ainda mais nesse período entre primavera e verão, época de chuvas volumosas.

Em época de chuva é que o problema destampa bocas-de-lobo e vem à tona nas ruas da Capital. (Foto: Alessandro Moretti)
Em época de chuva é que o problema destampa bocas-de-lobo e vem à tona nas ruas da Capital. (Foto: Alessandro Moretti)

Segundo o secretário Marcos Cristaldo, são 12 micro-bacias por toda a cidade que recebem constantemente grande volume de lixo.

“São garrafas pet e latas, até entulho. E vai tudo o que é jogado na rua, não só nos bueiros”, comenta Cristaldo.

O Campo Grande News percorreu o centro da cidade e até regiões mais nobres. O relato da população é o mesmo, mal começa a chover e as vias já concentram alagamentos.

“É muito lixo, por isso que acaba estourando. Vai da educação das pessoas, joga e depois reclama que não tem para onde correr na hora da chuva. A prefeitura até limpa, conserva, mas é a população que não deve jogar lixo na rua”, comenta o contador Joneci Medeiros, de 44 anos.

Local foi notificado pela Semadur por deixar terra descoberta na rua. (Foto: Simão Nogueira)
Local foi notificado pela Semadur por deixar terra descoberta na rua. (Foto: Simão Nogueira)

Na região central o movimento é intenso e no vai e vem de pessoas, é quase impossível não ver um bueiro sem uma garrafinha plástica se quer.

“É consequência de lixo jogado, um papelzinho que for já ajuda a entupir. Eu estou com esse na mão e até achar uma lixeira vai ficar comigo”, diz a enfermeira Yara Silva, de 45 anos.

Um exemplo citado pelo secretário Cristaldo foi da rua Franklin Roosevelt, no bairro Jardim dos Estados. Na última quadra da via, uma terra possivelmente usada para aterro em obra foi deixada na rua em frente à uma obra.

“Ali é uma baixada é só dar a próxima chuva que vai entupir e alagar”, acrescenta o secretário.