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Meio Ambiente

Chuva forte não vem até dia 15, calor continua e umidade cai

Há previsão de uma frente fria no dia 3, com possibilidade de chuvas até o dia 11, mas sem impacto na situação

Por Marta Ferreira | 25/09/2020 12:37
Área onde o fogo já passou e deixou rastro de cinzas no Pantanal na região de Coxim. (Foto: Silas Lima)
Área onde o fogo já passou e deixou rastro de cinzas no Pantanal na região de Coxim. (Foto: Silas Lima)

Esperança de um fim da situação de calamidade no Pantanal, que a cada dia bate os recordes históricos de registro incêndios florestais, chuvas mais fortes ainda estão longe de chegar a Mato Grosso do Sul nesta primavera quente e seca Em coletiva nesta manhã, a coordenadora do Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima), Franciane Gonçalves, informou até vai haver possibilidade de pancadas entre 3 e 11 de outubro, mas serão fracas, de pouco impacto na situação.

Segundo ela, até 15 de outubro vai ser assim, “sem chuvas significativas em Mato Grosso do Sul”.

A temperatura continua alta, em torno de 40 graus, com umidade relativa do ar em queda, de 15% apenas no período da tarde, já na semana que vem. A região do Bolsão, no entorno de Três Lagoas, e a planície pantaneira são justamente as que terão maiores temperaturas.

Franciane disse que previsão de vinda de frente fria do Rio Grande do Sul, “com ventos de moderada intensidade”. Mesmo assim, afirmou, não aumenta umidade nem diminui o calor.

 “Chuva fraquinha de 3 a 11, muito pouco, e  pancadas isoladas na região pantaneira, que não vai fazer diferença nenhuma”, afirmou.

Se depender da meteorologia e suas previsões, a situação pode ser ainda mais preocupante.  Franciane explica que a massa de ar seco tem se intensificado.

“Podemos perder até essa chuvinha, que está estimada para o dia 11”, afirma a coordenadora do Cemtec.

 As afirmações foram feitas durante esta semana para apresentar o quadro atual dos incêndios florestais que consomem a vegetação e mata animais no Pantanal.

"As perspectivas futuras não são nada animadoras”, resigna-se o tenente-coronel Waldemir Moreira, coordenador do Centro de Proteção Ambiental do Corpo de Bombeiros.

“Temos vegetação no Estado todo e corremos o risco de um grande incêndio florestal em qualquer área do Estado", completa.

 Hoje, segundo informado, são 17 focos de calor, nome técnico para essas queimadas, pois são identificadas por meio de manchas vermelhas vistas de satélite. Segundo o oficial dos bombeiros, os registos de incêndios estão concentrados em 6 municípios, que somam 97% dos focos:  Corumbá, Porto Murtinho, Barão de Melgaço (MT), Santo Antônio de Leverger, Poconé e Cáceres.

Moreira lembrou que 2020 está diferente até na distribuição temporal dos focos. Normalmente, o maior número ocorre em agosto. Este ano, setembro já está batendo recorde e as chamas não pararam, mesmo com as chuvas da semana passada.

Veja no gráfico os números.

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