Curiosa, onça-pintada para e fica de olho em câmera no Pantanal
Armadilha fotográfica usada para monitorar a biodiversidade na região flagrou felino
RESUMO
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Uma onça-pintada foi registrada por uma armadilha fotográfica ao se aproximar e investigar o equipamento instalado pelo Instituto Homem Pantaneiro no Rio Miranda, no Pantanal. Segundo o biólogo Sérgio Barreto, o comportamento demonstra a curiosidade natural dos felinos e indica que o animal não se sentiu ameaçado. O monitoramento contínuo na região avalia a biodiversidade e os cursos d'água afluentes do Rio Paraguai.
Onça-pintada resolveu investigar de perto uma câmera instalada para monitorar a biodiversidade no Pantanal. Em vez de apenas passar pelo equipamento, o felino parou, aproximou-se e observou a armadilha fotográfica instalada na região do Rio Miranda.
O registro faz parte do monitoramento realizado pelo IHP (Instituto Homem Pantaneiro) na região de afluentes do Rio Paraguai. O trabalho é contínuo e busca avaliar as condições dos cursos d'água e a relação da biodiversidade com o território.
“As armadilhas fotográficas são importantes ferramentas usadas para analisar o comportamento da biodiversidade e ajudar a entender melhor como está o ambiente”, explica o biólogo Sérgio Barreto, do IHP.
Segundo ele, a aproximação da onça está relacionada à curiosidade característica dos felinos. Ao encontrar um objeto diferente no caminho, o animal decidiu investigar. “As onças-pintadas são felinos muito curiosos. A gente pode notar que, quando o animal encontrou algo diferente na região por onde passava, decidiu interagir. Se tivesse se sentido ameaçado, teria evitado o equipamento. Mas foi ao contrário”, explica.
Para o biólogo, o comportamento também indica que a presença do equipamento não provocou uma reação de medo no animal. Pelas imagens, a onça aparenta estar saudável e poderá continuar sendo acompanhada pelos pesquisadores. “Vamos tentar seguir monitorando esse animal. São registros como esse que nos ajudam a nos aproximar da fauna e são um recurso que se soma a outros para levar conhecimento, respeito e admiração pela nossa natureza”, afirma Barreto.
Essa não foi a primeira vez que uma onça-pintada decidiu investigar uma das câmeras utilizadas pelos pesquisadores. Há alguns anos, em outra região mais remota do Pantanal, um filhote foi ainda mais longe.
Na ocasião, a onça estava acompanhada do filhote, que conseguiu abrir a armadilha fotográfica e desligar o equipamento. “Havia até boatos de que era uma região com fantasmas, mas era só mesmo um filhote de onça curioso, que decidiu brincar com a câmera e conseguiu desligá-la”, relembra o biólogo.
As armadilhas fotográficas são instaladas em pontos estratégicos e registram a passagem dos animais sem a necessidade da presença constante de pesquisadores. As imagens ajudam a identificar espécies, acompanhar indivíduos e compreender como a fauna utiliza diferentes áreas do Pantanal.
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