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Campo Grande, Quinta-feira, 18 de Abril de 2019

28/01/2019 17:16

De 7,9 mil toneladas de peixes em MS, 81% foram capturados por amadores

Número assusta e reforça importância da Cota Zero, medida adotada pelo governo do Estado. Decreto deve ser publicado nesta semana.

Gabriel Neris
Policial militar ambiental verifica rede apreendida durante abordagem (Foto: PMA/Divulgação)Policial militar ambiental verifica rede apreendida durante abordagem (Foto: PMA/Divulgação)

A quantidade de peixes capturados por pescadores amadores e esportistas nos rios de Mato Grosso do Sul assusta e explica a determinação em implantar rapidamente a Cota Zero. Entre 2000 e 2016 foram 4.372 toneladas de pescado, de acordo com o Boletim de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária).

O levantamento aponta neste período foram 7.929 toneladas de pescado retirado dos rios do Estado. Ou seja, 81,3% são os pescadores amadores ou desportistas.

De acordo com o secretário-adjunto da Semagro (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar), Ricardo Sena, a cota zero vale somente para a pesca amadora. “Peixe não anda de carro e não anda de avião. Enquanto turista, pode comprar na peixaria, comprar, lacrar, desde que esteja com a nota fiscal”, avisa Sena.

Segundo ele, será permitido o consumo de até 5 kg no local, como em bares, restaurantes, hotéis e até mesmo nos barcos. Porém, o objetivo é cada vez mais instituir a modalidade pesque-solte como exclusiva da pesca amadora. “Se quiser ir na peixaria e levar 20 kg não tem problema desde que tenha nota fiscal”, explica.

Peixes capturados pela PMA durante operação no ano passado (Foto: PMA/Divulgação)Peixes capturados pela PMA durante operação no ano passado (Foto: PMA/Divulgação)

O secretário-adjunto cita que existem quatro tipos de pescaria: esportiva/amadora, profissional, pesca para fins científicos e de subsistência.

O boletim da Embrapa aponta, por exemplo, que nos anos o número de pescado capturados na Bacia do Alto Paraguai, em Mato Grosso do Sul, na década de 1990 passava de mil toneladas. Em 1998 foram retirados dos rios 1.538 toneladas, sendo 79,19%, ou 1.218 toneladas, através dos amadores.

Segundo o secretário-adjunto, Chile, Argentina e Paraguai já estão adotando medidas semelhantes. “Ao longo do tempo você provoca o aumento da população de peixes no rio. Com o tempo acreditamos que o turista venha com mais consciência, que venha com a família. Vamos mudar o perfil da pesca”, diz.

Segundo ele, o decreto que prevê a cota zero ainda está sendo elaborado e passa pela aprovação do governador Reinaldo Azambuja (PSDB) antes de ser publicado ainda nesta semana no Diário Oficial do Estado.



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