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Meio Ambiente

Iniciativa une MS e MT para reduzir conflitos com onças no Pantanal

Projeto envolve instituições ambientais, produtores rurais e pesquisadores

Por Kamila Alcântara | 26/01/2026 14:42
Iniciativa une MS e MT para reduzir conflitos com onças no Pantanal
Onça Yara avistada e fotografada durante passeio do Onçafari (Foto: Victor Moriyama)

Organizações ambientais, pesquisadores e produtores rurais de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso formalizaram a criação da Rede Pantaneira pela Coexistência Humano-Onças, iniciativa voltada à redução de conflitos entre comunidades e grandes felinos no Pantanal. O grupo passa a contar com a participação do IHP (Instituto Homem Pantaneiro), que atua diretamente em áreas pantaneiras.

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Organizações ambientais, pesquisadores e produtores rurais de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso criaram a Rede Pantaneira pela Coexistência Humano-Onças. A iniciativa visa reduzir conflitos entre comunidades e grandes felinos no Pantanal, unindo produção científica e estratégias de manejo. O projeto, impulsionado pelo WWF-Brasil, conta com a participação de diversas instituições, incluindo o Instituto Homem Pantaneiro, Panthera e Instituto Pró-Carnívoros. A rede terá papel importante durante a COP15 da Convenção sobre Espécies Migratórias, que acontecerá em Campo Grande em março de 2026.

A rede foi estruturada a partir de um encontro técnico realizado em novembro de 2025, em Poconé (MT), e reúne instituições que já vinham discutindo o tema desde 2024. A partir deste ano, o grupo passa a operar de forma organizada, com calendário de atividades, metas comuns e foco em resultados práticos no território.

A articulação foi impulsionada pelo WWF-Brasil e envolve entidades que atuam nos dois estados onde o Pantanal está presente. A proposta é unir produção científica, diálogo com comunidades e estratégias de manejo para garantir a conservação da onça-pintada e da onça-parda, ao mesmo tempo em que se buscam soluções para reduzir prejuízos e riscos enfrentados por moradores e produtores rurais.

Segundo a analista de conservação do WWF-Brasil, Cyntia Cavalcante, a formalização da rede representa um avanço na governança ambiental do bioma. “O que começou como uma articulação entre pesquisadores e produtores agora ganha estrutura para gerar resultados reais, inclusive com reflexos em políticas públicas e práticas de manejo mais eficazes”, afirma.

Entre as instituições que integram a rede estão, além do IHP e do WWF-Brasil, organizações como Panthera, Instituto Pró-Carnívoros, Onçafari, Ampara Silvestre, Jaguarte e representantes do poder público, como o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, por meio do Cenap (Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros).

Para Mato Grosso do Sul, a criação da rede ganha peso adicional em 2026, já que COP15 (Convenção sobre Espécies Migratórias), prevista para ocorrer entre os dias 23 e 29 de março, será sediada em Campo Grande. A participação no evento internacional está entre as primeiras ações previstas no plano de trabalho da rede, que também inclui capacitações para produtores rurais e ampliação do diálogo com comunidades pantaneiras.

A articulação prevê ainda intercâmbio de informações entre instituições de pesquisa e conservação, buscando soluções adaptadas à realidade local do Pantanal sul-mato-grossense, onde a presença de grandes felinos é frequente em áreas produtivas e de ocupação humana.

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