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Meio Ambiente

Lei reduz área de preservação que inclui Inferninho e Morro do Ernesto

Prefeitura diz que não havia área exata, delimitada após estudos

Maristela Brunetto | 10/05/2023 14:06
Córrego Ceroula: maior área de preservação da cidade e cheia de belezas naturais. (Fotos: Cartilha Plano de Manejo)
Córrego Ceroula: maior área de preservação da cidade e cheia de belezas naturais. (Fotos: Cartilha Plano de Manejo)

Lei sancionada hoje pela prefeita Adriane Lopes (Patriota) reduz de 66.954 hectares para 56.580 hectares a dimensão da Área de Proteção Ambiental da Bacia do Córrego Ceroula (APA do Ceroula). Pelo nome, talvez muita gente não reconheça a unidade de conservação, localizada na saída para Rochedo, mas se trata de uma área de beleza singular, ali estão localizados o famoso Morro do Ernesto, ponto preferido para apreciar o pôr do sol; o Inferninho; cachoeiras e trilhas e as ruínas da primeira usina hidrelétrica da Capital, da década de 1920.

A prefeitura apresentou à Câmara dos Vereadores pedido para readequar a área apontando que, no começo dos anos 2000, quando foi criada a APA, não foi feito um mapeamento da região e fixou-se a área de 66,9 hectares sem a existência de dados precisos. Em 2019, foi iniciado um estudo envolvendo várias secretarias municipais e a UCDB (Universidade Católica Dom Bosco) para a elaboração de um Plano de Manejo, que foi apresentado e publicado em 2021. Desse trabalho chegou-se à área de 56,8 hectares.

Morro do Ernesto, atrativo famoso na região cheia de belezas.
Morro do Ernesto, atrativo famoso na região cheia de belezas.

Uma cartilha foi criada reunindo algumas informações sobre a área e apontando medidas para a preservação e sustentabilidade da área protegida. A APA do Ceroula é a maior unidade de conservação da cidade, que tem ainda outras duas APAs para a preservação de região de mananciais, a do Guariroba, na saída para Três Lagoas, que é o curso d’água utilizado para abastecer a cidade, e a do Lajeado.

A do Córrego Ceroula é a única que ao mesmo tempo se encontra nas Bacias do Paraná e do Paraguai. Suas águas acabam por correr para o Pantanal. A ideia da prefeitura é transformar a região num parque natural, sob o argumento de que seria mais eficiente a gestão da unidade de conservação.

Ruínas da primeira usina de energia. (Foto Nilson Young/ Sopa de Pedra)
Ruínas da primeira usina de energia. (Foto Nilson Young/ Sopa de Pedra)

O Plano de Manejo apontou seis frentes de ações: união de esforços para a gestão do Parque, ações de incentivo à conservação, proteção e recuperação dos recursos naturais, existência de infraestrutura e serviços, a adoção de tecnologias e sistemas sustentáveis para a produção agropecuária, envolvimento da comunidade e incentivo ao turismo e atividades esportivas para dar sustentabilidade ao parque.

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