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Meio Ambiente

MS precisa de 23 aterros sanitários, diz Associação de Resíduos

Por Nadyenka Castro | 09/02/2012 15:58

Estudo feito pela Associação Brasileira de Resíduos Sólidos e Limpeza Pública indica que os espaços adequados para destinação de lixo vão custar R$ 60 milhões

Lixão em Campo Grande. Na Capital do Estado, aterro sanitário está em implantação. (Foto: Pedro Peralta)
Lixão em Campo Grande. Na Capital do Estado, aterro sanitário está em implantação. (Foto: Pedro Peralta)

Estudo feito pela ABLP (Associação Brasileira de Resíduos Sólidos e Limpeza Pública) aponta que Mato Grosso do Sul precisa construir 23 aterros sanitários, que vão custar R$ 60 milhões.

O projeto da Associação foi feito porque os municípios de todo o País que ainda não têm espaço ambientalmente adequado para destinação do lixo precisam construí-lo até agosto de 2014, por determinação legislativa.

É que a Lei 12.305, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos tem como principal meta a erradicação de todos os lixões do País. Estes tem que ser substituídos por aterros sanitários até agosto de 2014.

Em Mato Grosso do Sul, o projeto da ABLP prevê a implantação de 13 aterros sanitários de grande porte e 10 aterros sanitários de pequeno porte, a um custo de aproximadamente R$ 60 milhões.

“A erradicação dos lixões é um assunto de extrema relevância para o País para elevarmos o nível do Brasil no cenário internacional em relação à destinação final de resíduos de forma ambientalmente correta”, diz Tadayuki Yoshimura, presidente da ABLP.

De acordo com o projeto, em todo o País serão necessários 256 aterros sanitários de grande porte e 192 aterros sanitários de pequeno porte, 448 aterros no total, com valor próximo de R$ 2 bilhões.

O dinheiro virá de recursos federais, já previsto pelo governo quando da aprovação da lei, e será utilizado para a aquisição de terrenos, projetos, licenciamentos e instalação de células para acondicionamento de resíduos e rejeitos por um prazo de cinco anos.

“Os investimentos necessários para a operação, manutenção e ampliação dos aterros por um prazo de 20 anos partirão da iniciativa privada”, explica Yoshimura, acrescentando que o projeto prevê a formação de consórcios de municípios e o regime de contratação por Parcerias Público-privadas para a gestão dos aterros”.

A Associação - A ABLP é uma associação técnica fundada em 1970 para estudar, debater e divulgar as artes e as técnicas multidisciplinares, necessárias para a correta gestão da limpeza pública ,tratamento e disposição final dos resíduos sólidos, hoje denominados de rejeitos.

Desde a sua fundação, a ABLP realiza congressos, encontros e seminários em diversas cidades brasileiras. A partir de 2000, esses eventos foram agregados e passaram a se chamar Seminário Nacional de Limpeza Pública que já está em sua 13ª edição.