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Meio Ambiente

Presidente da Acrissul é alvo de inquérito por maus-tratos a pôneis

Delegacia que cuida de crimes ambientais encontrou também cemitério de cavalos em haras de Jonatan Barbosa

Por Marta Ferreira | 05/12/2019 19:27
Pôneis encontrados em haras estavam sem comida e água, segundo a polícia. (Foto: Direto das Ruas)
Pôneis encontrados em haras estavam sem comida e água, segundo a polícia. (Foto: Direto das Ruas)

O presidente da Acrissul (Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul), Jonatan Barbosa, é alvo de inquérito Decat (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Ambientais e de Atendimento ao Turista), em Campo Grande, sob suspeita de cometer maus-tratos a equinos mantidos no haras dele no distrito de Anhanduí.

A investigação foi aberta oficialmente nesta quarta-feira ( 4), como resultado de flagrante feito no dia 30 de outubro, quando a polícia recebeu denúncia de que pôneis e cavalos estavam passando fome na Estância Pouso Alegre.

No local, segundo informou ao Campo Grande News o delegado titular Maércio Barbosa, foram encontrados pelo menos 20 pôneis “presos em baias, sem água e comida”. Além disso, havia 3 carcaças de animais próxima a uma cova que parecia ser um “cemitério de animais”. Ali, havia pelo menos quatro equinos enterrados, conforme o levantamento feito no lugar.

O delegado informou que, diante do quadro encontrado, foram solicitados levantamentos periciais para identificar as condições dos animais e ainda saber quais foram as causas que levou à morte os animais. De acordo com ele, o procedimento de enterrar não é irregular, mas existe a suspeita de que os bichos tenham morrido de desnutrição.

Imagens obtidas pelo Campo Grande News mostram animais na baia, com os cochos de água e ração vazias. Em vídeo, é possível ver o cemitério de animais.

Confira abaixo:

Outro crime – O policial informou, ainda, que durante a ida ao haras, foi constatado outra irregularidade, a “invasão” da área de proteção ambiental prevista legalmente por atividade agrícola.

De acordo com as informações obtidas, tudo indica que área à margem do Rio Anhanduí, que pelas regras ambientais precisa ser preservada, sofria intervenções para mudança do tipo de solo e aproveitamento como pastagem, por exemplo.

Além dos laudos solicitados, a investigação vai ouvir testemunhas e o dono da área. Não há data para isso.

“Não existe nada” - Procurado pela reportagem, Jonatan negou qualquer maus-tratos aos cavalos. Disse que tudo foi verificado e “nada foi encontrado”. De acordo com ele, trata-se de denúncia "vazia" feita por uma protetora de animais.

Informado da abertura de inquérito pela Polícia Civil, afirmou que vai aguardar ser chamado para prestar novas declarações. A reportagem também levantou que a PMA (Polícia Militar Ambiental) e a Iagro (Agência de Defesa Sanitária Animal e Vegetal) foram acionadas sobre a situação, mas não foi possível saber as providências adotadas.

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