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Campo Grande, Domingo, 24 de Setembro de 2017

29/07/2017 10:33

Recuperação de matas na Bacia do Guariroba custará R$ 1,2 milhão

Ricardo Campos Jr.
Bacia do Guariroba será alvo de projeto (Foto: divulgação / Águas Guariroba)Bacia do Guariroba será alvo de projeto (Foto: divulgação / Águas Guariroba)

A recuperação de 46 hectares de vegetação e a implantação de sistemas agroflorestais na Bacia do Guariroba em Campo Grande custará R$ 1,2 milhão. O valor é o maior entre os investimentos que serão feitos em outras três áreas brasileiras pela Fundação Banco do Brasil em parceria com a ONG (Organização Não Governamental) WWF.

O objetivo da ação é melhorar a oferta de água no Cerrado, região considerada o “Berço das Águas” brasileiras e abrange ainda as microbacias do Peruaçu (MG), Pipiripau e Descoberto (DF), localizadas nas cidades de Brasília, Sobradinho, Planaltina.

Conforme o diretor de Desenvolvimento Social da fundação, Rogério Biruel, a parceria com a ONG começou em 2010 e a bacia do Guariroba já havia sido contemplada.

“Na medida em que você começa a reflorestar e proteger nascentes, você começa a proporcionar a conservação maior de águas. Quando começam a devastar a mata, a água seca por conta do assoreamento e animais ou pessoas começam a ter acesso”, afirma.

Segundo ele, o Cerrado abriga as nascentes que alimentam seis das oito grandes bacias hidrográficas brasileiras: Amazônica; Tocantins; Atlântico Norte/Nordeste; Rio São Francisco; Atlântico Leste e do Paraná/Paraguai, incluindo as águas que escoam para o Pantanal.

Ação visa replantar matas ciliares e incentivar produtores a protegerem as nascentes (Foto: divulgação / Semadur)Ação visa replantar matas ciliares e incentivar produtores a protegerem as nascentes (Foto: divulgação / Semadur)

Procedimento – Biruel explica que a fundação entra com a maior parte financeira para bancar o projeto enquanto a ONG participa com especialistas que identificam as áreas mais carentes de reflorestamento e fazem o trabalho com os produtores rurais donos das propriedades onde elas ficam.

“Identificada uma propriedade que está com a vegetação degradada em que pode ser feito um trabalho de recuperação, é feito o plantio de mudas. Outro trabalho é a regularização ambiental. São selecionados produtores que podem tomar a iniciativa de conservar e cercar nascentes de córregos para evitar uma degradação maior e eles podem receber por isso”, pontua.

A Fundação investe R$ 4,8 milhões para a recuperação das quatro bacias e a ONG, R$ 500 mil. De forma indireta serão beneficiadas 2,4 milhões de pessoas.

Desde 2010 a entidade atua na conservação dos recursos hídricos em sete microbacias hidrográficas brasileiras – Longá (PI), Santa Rosa (AC), Tietê-Jacaré (SP) , Cancã-Moinho (SP), Pipiripau (DF), Guariroba (MS) e Peruaçu (MG).

No período de 2010 a 2015, entre as ações realizadas estão a recuperação de 684 hectares de vegetação nativa, a construção de 897 cisternas para consumo básico e produção de alimentos, a implantação de 370 fossas, o plantio de um milhão de mudas e Pagamentos por Serviços Ambientais a 125 produtores rurais




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