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Campo Grande, Terça-feira, 25 de Setembro de 2018

18/04/2018 16:03

Rede de esgoto chegou a 77% da Capital nos últimos 5 anos

Porém, pesquisa mostra que atualmente 58,38% dos dejetos na cidade são tratados

Ricardo Campos Jr.
Pouco mais da metade da população tem esgoto tratado (Foto: arquivo)Pouco mais da metade da população tem esgoto tratado (Foto: arquivo)

Nos últimos cinco anos, a parcela da população atendida pela rede de esgoto em Campo Grande saltou de 68,42% para 77,84%, o que representa um aumento de 9,42 pontos percentuais. Esses dados constam em um estudo feito pelo instituto Trata Brasil com base em dados do SNIS (Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento), divulgado nesta quarta-feira (18).

Da mesma forma, o tratamento dos dejetos que caem na rede evoluiu 9,81 pontos percentuais desde 2012. Conforme a pesquisa, atualmente 58,38% do esgoto da cidade é tratado.

Esses resultados foram possíveis graças aos investimentos de R$ 647,95 milhões feitos pela concessionária de água e esgoto da cidade nesse período, conforme apontou o relatório. Nos últimos cinco anos, 2015 teve o menor montante aplicado (R$77,77 milhões), enquanto em 2013 a empresa bateu o recorde de gastos no período com R$ 192,78 milhões.

O levantamento também contabilizou o nível de perda de água produzida durante a distribuição. A capital teve o quinto menor percentual, com 19,42%. Apenas Palmas teve menos de 15% de perda, enquanto 80% tiveram perdas superiores a 30%.

Com esses indicadores, Campo Grande teve nota de 7,84 e manteve a 26 posição no ranking brasileiro das cem maiores cidades.

Nacionais – No país, apenas 45% do esgoto passa por tratamento, enquanto o restante é jogado no meio ambiente. Segundo cálculos feitos pelo G1, isso corresponde a seis mil piscinas olímpicas de dejetos diariamente.

O Instituto Trata Brasil constatou ainda que aproximadamente 35 milhões de cidadãos não têm acesso a água tratada. Esse índice evoluiu apenas 0,9 ponto percentual no decorrer dos ultimos cinco anos.

Além disso, mais de 100 milhões de pessoas não tinham acesso ao esgoto em 2016 e 48,1% usavam alguma alternativa para lançar os dejetos, seja com fossas sépticas ou até mesmo depositando nos rios.

Os números do esgoto são menores que os de água, conforme o G1, porque ainda faltam politicas publicas nesse seguimento, pois demandam maiores investimentos em obras mais difíceis de executar.

Contudo, o Brasil precisa avançar mais nesse serviço. Em 2015 o país assinou um compromisso se comprometendo a universalizar o acesso a água potável e atingir níveis de coleta e tratamento de esgoto que sejam iguais para todos os habitantes ate 2030.

Arte: Thiago MendesArte: Thiago Mendes


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