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Meio Ambiente

Resgate de animais atropelados em rodovias aumentou 15% em MS

Aumento foi registrado em comparação com casos no primeiro semestre de 2021 e 2022

Por Ana Oshiro | 05/07/2022 09:59
Onça regastada depois de ser atropelada em Miranda, em março de 2022 (Foto: Divulgação)
Onça regastada depois de ser atropelada em Miranda, em março de 2022 (Foto: Divulgação)

Nesta terça-feira (5) a PMA (Polícia Militar Ambiental) divulgou o balanço de animais silvestres resgatados no primeiro semestre de 2022 em Mato Grosso do Sul. Conforme o levantamento, neste ano houve aumento de 15% no resgate de animais atropelados em rodovias.

Ao todo foram capturados 1.171 animais silvestres em MS, sendo que 17 foram atropelados na área urbana das cidades e 45 em rodovias. Enquanto isso, no primeiro semestre de 2021 a PMA havia resgatado apenas 39 animais em rodovias. Na comparação total, o número de animais capturados caiu 13,13% no Estado.

Segundo a polícia, a maior parte desses animais são encaminhados ao Cras (Centro de Reabilitação de Animais Silvestres), localizado na Capital. No interior alguns são soltos em reserva florestais nas redondezas, depois de laudos de médicos veterinários e biólogos constatando que são bravios e daquele habitat, da região de onde foram capturados.

Anta capturada no início de junho, em Dourados (Foto: Divulgação)
Anta capturada no início de junho, em Dourados (Foto: Divulgação)

Os números não abrangem os animais que são vítimas de tráfico e também os animais que são apreendidos com infratores que os criavam ilegalmente em cativeiro, os quais são também encaminhados ao CRAS. Também não envolve dos resgatados de armadilhas de caça, ou de anzóis nos rios.

As características acertadas das cidades de Mato Grosso do Sul de conservar muitas áreas de flora nos perímetros urbanos, também conserva a fauna ali existente, em um ambiente fragmentado, o que leva a fauna a adentrar os locais habitados.

Por exemplo, Campo Grande, que possui grandes reservas florestais e parques, além dos parques lineares de córregos e áreas verdes municipais, favorece à fauna e, essa convivência entre essa fauna sinantrópica (adaptada a conviver com o ser humano) e a população gera alguns conflitos, como: adentrar residências, ruas, estabelecimentos comerciais, atropelamentos, bem como há a necessidade muitas vezes, de se fazer o trabalho de captura, devido à fauna adentrar áreas que corram riscos, ou que haja riscos às pessoas.

Lontra foi capturada em quintal de casa no final de junho, em Batayporã (Foto: Divulgação)
Lontra foi capturada em quintal de casa no final de junho, em Batayporã (Foto: Divulgação)

Além de tudo isso, o desmatamento legal e também o ilegal, que acontecem nas circunvizinhanças das cidades, reduzem o habitat e alimento da fauna silvestre que, cada vez mais, precisa percorrer maiores distâncias na migração em busca de alimentos e acabam adentrando os perímetros urbanos.

A captura de animais silvestres é um trabalho executado pela PMA desde sua criação há mais de 35 anos. Além das capturas, os resgates de animais feridos em rodovias e nos perímetros urbanos têm sido uma constante e vem crescendo a cada ano, em virtude de trabalhos de Educação Ambiental.

As capturas ocorrem nos locais mais inusitados, como, ouriço em edifício, capivara dentro de armários e fossas, antas dentro de piscina e em tanques de tratamentos de esgotos, jacarés em lagoas de tratamento de indústria e dentro de residências, gambá dentro de máquina de lavar e em forro de residências, serpentes e lagartos em áreas de motores e dentro de veículos, tamanduá-bandeira dentro de churrasqueira e de fossa e dormindo em quarto onde havia crianças, entre outros.

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