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Meio Ambiente

Serra da Bodoquena recebe quatro torres para monitorar focos de incêndio

As estruturas usam câmeras de alta resolução e inteligência artificial para agilizar o combate ao fogo

Por Inara Silva | 22/06/2026 17:58
Serra da Bodoquena recebe quatro torres para monitorar focos de incêndio
Torre de monitoramento de foco de incêndio (Foto: Divulgação/Fundação Neotrópica e Instituto Terra Brasilis)

Quatro torres de monitoramento de focos de incêndio estão sendo instaladas no Parque Nacional da Serra da Bodoquena, ampliando a estrutura de prevenção e resposta ao fogo na região. O conjunto integra as ações do Manejo Integrado do Fogo na unidade de conservação e em seu entorno, tornando-se o primeiro sistema deste tipo implantado tanto na área protegida quanto na Terra Indígena Kadiwéu.

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Quatro torres de monitoramento de incêndios estão sendo instaladas no Parque Nacional da Serra da Bodoquena, em Mato Grosso do Sul, cobrindo cerca de 90% dos 76 mil hectares da unidade. Três torres ficam na Terra Indígena Kadiwéu e uma em Bonito. Financiadas pelo FUNBIO e pela Petrobras, as estruturas usam câmeras de alta resolução para detectar focos em tempo real, superando sistemas via satélite.

Segundo Josiel Coelho, coordenador de tecnologia do Instituto Terra Brasilis, três das estruturas ficam dentro do território Kadiwéu e uma em propriedade privada em Bonito, posicionada estrategicamente entre os fragmentos norte e sul do parque nacional. Uma das torres foi adquirida com recursos do FUNBIO (Fundo Brasileiro para a Biodiversidade), enquanto as outras três contam com apoio da Petrobras. A operação será gerida por brigadistas indígenas, em parceria com o ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade).

“O sistema é composto por quatro torres de monitoramento de incêndios, que pretendo finalizar nas próximas semanas”, afirmou Coelho.

Os equipamentos utilizam câmeras de alta resolução e algoritmos capazes de identificar fumaça em tempo real. Diferentemente dos sistemas baseados em satélite, que podem apresentar atraso na detecção, a nova tecnologia localiza os focos quase imediatamente, acelerando a tomada de decisão.

Com isso, as equipes de brigadistas ganham agilidade para evitar que pequenos focos se transformem em grandes incêndios. “A eficiência da detecção e a visualização da imagem logo no início ajudam a iniciar o combate mais rapidamente, impedindo que o fogo tome grandes proporções”, destacou o coordenador.

Serra da Bodoquena recebe quatro torres para monitorar focos de incêndio
Circulos em vermelho mostram a área a ser monitorada (Foto: reprodução)

Josiel afirma que a tecnologia já é utilizada em outras regiões do Estado. Em  Corumbá, por exemplo, desde 2021, é usada pelo Instituto Homem Pantaneiro; em Miranda, nas terras indígenas sob gestão do IBAMA/PrevFogo; e, desde 2025, no Parque Estadual do Rio Negro.

As ações atuais fazem parte de um programa amplo de manejo conduzido pela Fundação Neotrópica do Brasil e pelo Instituto Terra Brasilis.

As novas estruturas ampliam a cobertura de monitoramento para cerca de 90% do parque, que possui aproximadamente 76 mil hectares, o equivalente a cerca de 106 mil campos de futebol.

Além da vigilância em tempo real, o projeto inclui a formação de brigadas comunitárias, capacitação para o uso de equipamentos e ações de educação ambiental.

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