Fraude com cartão “torra” R$ 81 mil em aplicativos de comida e transporte
Banco foi condenado a devolver dinheiro e pagar R$ 10 mil por danos morais
Ao consultar o extrato bancário, moradora de Campo Grande descobriu que, apesar de nem ter aplicativo para pedir comida, havia pago em seu cartão de crédito R$ 62 mil em 417 compras na plataforma, além de outros R$ 19 mil em aplicativo de transporte, sendo 19 viagens num único dia. Ao todo, o prejuízo com a fraude, que inclui compras em outros locais, foi de R$ 296.307,19.
RESUMO
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Uma moradora de Campo Grande obteve na Justiça a devolução de R$ 256.307,19 após identificar no extrato bancário compras e viagens não reconhecidas, incluindo R$ 62 mil em 417 pedidos de comida e R$ 19 mil em aplicativo de transporte. O juiz também determinou o pagamento de R$ 10 mil por danos morais, ao considerar que o banco não comprovou a regularidade das transações e que os gastos fugiam ao perfil da cliente.
O caso foi levado à Justiça em janeiro do ano passado. “Narra, que ao retirar os extratos bancários e realizar a conferência das movimentações de sua conta, a autora deparou-se com diversas transações que afirma não reconhecer, envolvendo gastos atípicos, que não fazem parte de sua rotina”, informa a defesa da correntista.
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Na última segunda-feira (dia 3), o juiz da 1ª Vara Cível de Campo Grande, Giuliano Máximo Martins, determinou que a instituição bancária devolva R$ 256.307,19 (com acréscimo de juros e correção monetária) e pague indenização de R$ 10 mil à cliente por danos morais.
Segundo a advogada Lorenna Silva de Oliveira, responsável pela ação, o caso é um exemplo bastante didático para demonstrar o comportamento das fraudes. "As operações nos aplicativos chamavam atenção porque eram muito numerosas e incompatíveis com o perfil da cliente”.
Outro aspecto relevante observado no processo foi que as movimentações ocorreram de forma progressiva.
"Em muitos casos, o golpe não começa com um prejuízo elevado. Os fraudadores costumam iniciar com compras menores. Quando percebem que a vítima não está acompanhando detalhadamente a fatura, passam a realizar operações cada vez maiores", afirma a advogada.
A sentença também destacou que as movimentações destoavam do padrão habitual de consumo da autora e que o banco não produziu prova técnica suficiente para demonstrar a regularidade das transações contestadas.
Conforme Lorenna, dedicar poucos minutos por mês para analisar cada operação pode impedir que pequenas fraudes evoluam para prejuízos expressivos.
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