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Meio Ambiente

Sesc Pantanal garante que não houve focos de calor iniciados em reserva

Reserva Particular do Patrimônio teve 93% da área atingida pelo maior incêndio registrado nas últimas décadas

Por Ana Oshiro | 13/04/2021 10:34
Maior RPPN do país teve 93% de sua área queimada (Foto: Divulgação/Sesc Pantanal)
Maior RPPN do país teve 93% de sua área queimada (Foto: Divulgação/Sesc Pantanal)

Após a divulgação da matéria "Sindicato Rural ataca estudo sobre queimadas e vê campanha contra pecuaristas", publicada nesta segunda-feira (12) no Campo Grande News, o Polo Socioambiental Sesc Pantanal emitiu uma nota de esclarecimento, explicando que em 2020 não houve nenhum foco de calor iniciado dentro da RPPN (Reserva Particular do Patrimônio Natural) Sesc Pantanal.

De acordo com a nota, os laudos das perícias realizadas pelo Ciman-MT (Centro Integrado Multiagências de Coordenação Operacional), divulgados em 4 de setembro de 2020 comprovam tal fato. Os laudos foram encaminhados para a Dema (Delegacia de Meio Ambiente) para abertura de inquérito e responsabilização dos infratores e podem ser verificados no processo.

Com 108 mil hectares, a maior RPPN do Brasil, localizada no município de Barão de Melgaço (MT), a RPPN Sesc Pantanal teve 93% da área atingida em 2020, pelo maior incêndio registrado no bioma nas últimas décadas, que entrou de diferentes pontos, simultaneamente.

"Todos os que fazem parte desse extenso território – comunidades tradicionais pantaneiras, aldeias indígenas, fazendas e unidades de conservação – foram atingidos pelo fogo, em diferentes proporções, e cabe às autoridades competentes a investigação e responsabilização dos infratores", diz a nota.

De acordo com o Sesc Pantanal, a reserva tem como objetivo defender a união de esforços de todos para a proteção do bioma. A reserva do Sesc Pantanal é também área Núcleo da Reserva da Biosfera do Pantanal, faz parte da terceira maior Reserva da Biosfera do planeta e é um Sítio Ramsar.

Entre os benefícios que a RPPN presta à humanidade estão a purificação das águas, controle das inundações, reposição das águas subterrâneas, controle do fluxo de sedimentos e nutrientes do solo, reservas de biodiversidade e mitigação e adaptação às mudanças climáticas.

O MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) divulgou, recentemente, um relatório sobre a tragédia das queimadas no ano passado na região. O documento aponta que a maioria dos incêndios surgiu em fazendas, e foi obra da “mão humana”.

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